Homem morre soterrado por farelo de soja
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quinta-feira, 13 de setembro de 2001
Marcos Zanatta 
O operário Placidioberto Ribeiro Filho, 36 anos, morreu ontem soterrado por uma carga de farelo de soja na empresa TNTW, em Maringá. Segundo informações dos bombeiros, Filho trabalhava sozinho na limpeza de uma das moegas de descarga dos grãos, quando foram acionados os elevadores que transportam o farelo. Como ele estava sozinho no local, o acidente só foi notado cerca de 20 minutos depois dos equipamentos acionados.
Os bombeiros, que demoraram cerca de 40 minutos para retirar o corpo do operário da moega, não souberam informar a quantidade de carga que caiu sobre a vítima. A empresa, que presta serviços para cooperativas da região, não se pronunciou sobre o acidente.
Há pouco mais de um mês, dois operários também morreram asfixiados numa unidade de armazenamento de soja da Cooperativa Agropecuária de Rolândia (Corol) em Cambé (13 km de Londrina). Aparecido Rodrigues dos Santos, 40 anos, e Edivaldo Francisco Pereira, 35 anos, caíram num silo com mais de 300 toneladas de grãos.
O delegado de Rolândia, Antonio do Carmo, ainda não concluiu o inquérito. Segundo ele, falta o laudo do Instituto de Criminalística e os depoimentos dos diretores da Cooperativa. ''Sabemos que a unidade dispunha de equipamentos de segurança, mas os dois funcionários mortos estavam sem eles no momento do acidente'', explicou o delegado.
O perito criminal José Denilson dos Santos acredita que na próxima semana apresentará o relatório à polícia.
Dez dias após o acidente, o Ministério do Trabalho e Emprego interditou a unidade de armazenamento de grãos da Corol. Na época, o delegado-substituto do Ministério, Carlos Alberto Klamas, disse que a empresa foi autuada por irregularidades no setor de Segurança e Saúde do Trabalho e só poderia retomar suas atividades quando solucionasse as deficiências do setor. A unidade ainda está interditada.


