Homem morre em acidente de trabalho
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segunda-feira, 11 de abril de 2005
Camilla Rigi<BR>Reportagem Local 
O motorista Josuel de Meira, de 47 anos, perdeu a vida na tarde de ontem, na empresa onde trabalhava no Parque Waldemar Hauer, Zona Leste de Londrina. ''Foi um acidente de trabalho'', afirmou o perito do Instituto de Criminalística (IC), Marco Antônio Ota. Meira ficou preso entre a cabine de um caminhão que carrega caçamba e a parede do depósito.
Há quatro meses na empresa, o funcionário carregava o caminhão todos os dias por volta de 14 horas. Segundo o vizinho do depósito, Augusto César Trevisan Salgado, de 27 anos, ele ouviu o caminhão entrar e em seguida um barulho muito forte. Quando saiu de casa percebeu que alguns tijolos do muro tinham caído. ''Eu corri para o barracão, mas não vi nada. Quando dei a volta no caminhão percebi que o homem estava preso entre a parede e a cabine'', relatou.
Salgado chamou o funcionário, mas não obteve resposta. De acordo com o perito do IC, provavelmente, Meira estava levantando duas caçambas quando o caminhão, que não estava com o freio acionado, deslocou-se para a esquerda. ''Ele deve ter corrido para frear o veículo e ficou preso'', detalhou o perito.
Segundo o tenente Jair Antônio de Souza, do Corpo de Bombeiros, quando os socorristas chegaram ao local Meira já estava morto. ''Quando chegamos o caminhão estava desligado, mas acredito que na hora do acidente ele estava ligado'', informou. A hipótese levantada pelo vizinho é que caminhão não aguentou o peso das caçambas, empinou e deslocou-se para a esquerda. Mas o perito afirmou que é difícil ter ocorrido isso, pois o caminhão estava no chão e não levantado.
Ota também informou que havia marcas de pneus arrastados no local e que o caminhão estava apenas em ponto morto. O delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Manoel Pelisson, esteve no local para averiguar os fatos. ''O que ele deve fazer é abrir inquérito para apurar se houve negligência por parte do patrão'', informou o delegado-adjunto da 10 SDP, Márcio Amaro.
Um dos sócios-proprietários da empresa, Idemilson Matias Leite, de 33 anos, informou que nunca houve acidentes em sua empresa. ''Ele era meu vizinho e deixou mulher e um filho'', contou. Após a retirada do corpo de Meira, Leite mostrou para a reportagem da Folha que os equipamentos para mover as caçambas funcionam do lado esquerdo do veículo, a quase um metro da cabine.
''Foi uma fatalidade, nossa empresa é pequena e só tinha ele de funcionário'', disse Leite. A família foi informada depois que o corpo de Meira foi levado para o Instituto Médico Legal (IML).


