Homem morre baleado em ação da PM no Parigot de Souza
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quarta-feira, 07 de janeiro de 2015
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Londrina Um homem de 30 anos foi morto por dois tiros disparados por policiais militares durante uma ação na madrugada de ontem, no Conjunto Parigot de Souza 2, na Zona Norte de Londrina. Por volta da meia-noite e meia, a equipe da Polícia Militar foi acionada para atender uma briga de vizinhos na Rua Ivone Leiroz. Ao chegar no endereço indicado, um terreno com três casas, os policiais encontraram um homem armado que ameaçava pôr fogo na casa se o inquilino não deixasse o imóvel.
De acordo com os policiais da 4ª Companhia Independente da PM, Alex Raimundo da Costa estava com um revólver calibre 38 e teria se recusado a entregar a arma. O homem não chegou a disparar, mas os policiais alegaram que o suspeito só não atirou contra eles porque foi alvejado antes. Os dois tiros atingiram a região abdominal de Costa, que chegou a ser atendido por uma equipe do Siate acionada pela PM, mas não resistiu aos ferimentos.
O Instituto de Criminalística fez perícias no local da ocorrência. Os peritos também pretendem saber se a arma encontrada com o homem foi utilizada recentemente. O Corpo de Costa foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML). Após a liberação, foi velado e enterrado ontem, às 17 horas, no Cemitério Jardim da Saudade, em Londrina. Segundo a PM, Costa tinha passagens por roubo, furto e lesão corporal, além de envolvimento com drogas.
Esta foi a segunda morte em ações da Polícia Militar em menos de um mês em Londrina. No dia 22 do mês passado, um adolescente de 16 anos foi baleado pela PM após o roubo de um Ford Fusion. Ele e outro adolescente teriam roubado o veículo no Centro da cidade e foram surpreendidos pelos policiais na Rodovia João Carlos Strass. O capitão da 4ª Companhia Independente da PM, Gustavo da Costa Silva, garantiu que o inquérito do caso do adolescente segue em andamento e que um novo procedimento já foi instaurado para apurar a morte de Costa.
Segundo ele, o disparo é o último recurso utilizado pela Polícia Militar. "Em todos os casos de mortes durante as ocorrências, os policiais são afastados temporariamente do serviço, são submetidos a atendimentos psicológicos e passam por investigações de um oficial, que encaminha toda a documentação para o Comando Maior, em Curitiba", explicou.


