Homem joga álcool e ateia fogo em mulher
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sexta-feira, 21 de setembro de 2001
Chiara Papali<br> De Londrina 
A vendedora Rosicler Pinheiro da Silva, 29 anos, foi atacada por um suposto ladrão e teve o corpo incediado ontem pela manhã, na área central de Londrina. A mulher sofreu queimaduras de 3º grau em 90% do corpo e até o final da tarde de ontem ela permanecia hospitalizada em estado grave. O supsoto ladrão jogou cerca de um litro de álcool sobre o corpo dela, ateando fogo em seguida.
O fato aconteceu num centro comercial na Rua Natal esquina com a Avenida Leste-Oeste. A polícia suspeita que o crime possa ser um acerto de contas por causa de conferência de jogo do bicho. No local onde Rosicler trabalhava funciona uma ''fortaleza'' (local onde são conferidos os jogos do bicho).
Rosicler foi socorrida por outros comerciantes e vizinhos. Gustavo Luppi Pezarini, proprietário de uma loja de telefone celular, disse que começou a ouvir gritos, e viu Rosicler pegando fogo trancada dentro de um portão lateral do centro comercial. ''Apaguei o fogo com um extintor e chamei socorro. Foi impressionante, ela saiu muito queimada, fiquei muito chocado'', disse.
O dentista Carlos Marcelo Archangelo, que tem consultório no local, disse que Rosicler é sua paciente. ''Trabalho aqui desde o começo do ano e sempre foi um local tranquilo. Não vi nada do que aconteceu, só cheguei depois'', disse o dentista.
O Instituto de Criminalística esteve no local e recolheu uma garrafa plástica de álcool de um litro praticamente vazia, uma caixa de fósforos, com vários palitos riscados, e pedaços da roupa de Rosicler para detectar a presença de álcool. De acordo com o perito criminal Luciano Bucharles o local parecia um escritório comum, com mesas, cadeiras e papéis, e não havia vestígio de portas arrombadas.
Ontem à tarde, Rosicler passou por uma cirurgia de limpeza e a família pretende transferi-la hoje para o Hospital Evangélico de Curitiba que tem um setor específico para queimados. A Polícia Civil informou que até o final da tarde de ontem nenhum parente da vítima tinha procurado a polícia para registrar queixa.


