A Polícia Militar prendeu em flagrante na noite de anteontem Luiz Antônio Ferreira, 38 anos, que falsificava talões de cheques e dinheiro em sua casa no Jardim Alto da Boa Vista, na zona norte de Londrina.
Junto com ele foram encontrados cerca de R$ 17,6 mil em notas frias de R$ 50,00. A ‘‘fábrica’’ do falsário funcionava em um cômodo da residência e consistia em um conjunto de equipamentos de informática, incluindo impressora e scanner. Ferreira falsificava também documentos e derramava as cédulas e os cheques frios há pelo menos quatro anos, segundo a polícia.
Para lavrar o flagrante, o setor de inteligência da PM usou Patrícia Evisloti Mota, 29 anos, como isca. Patrícia havia sido presa horas antes em sua casa por usar uma folha de cheque falsa no valor de R$ 824,66 ao fazer uma compra no último sábado em um supermercado. A gerência do estabelecimento estranhou a textura do papel do cheque e denunciou o fato à polícia, que procurou a mulher durante todo o final de semana. Na casa dela foram encontrados um talão falso do Banestado/Itaú com 17 folhas em branco e documentos falsos no nome de Edna Jaloreto.
Segundo Patrícia, por indicação de amigos, ela procurou Ferreira (que também portava vários documentos frios que ele mesmo falsificava) para comprar o talão falso por R$ 250,00.
Com a confissão, a PM montou o flagrante, encomendando a entrega de um talão em um local do Parque Ouro Verde, também na zona norte. Ferreira caiu na armadilha e foi preso em flagrante. Ele e Patrícia foram encaminhados até a Polícia Federal, onde prestaram depoimento ao delegado Pedro Paulo Figueiredo.
Em seguida, foram transferidos aos distritos policiais onde estão presos. Ferreira tem antecedentes por falsificação de documentos. O advogado de Patrícia, Vilson Galvão, deve entrar hoje na Justiça com um pedido de liberdade provisória. A alegação é que sua cliente é ré primária e por isso pode responder o processo em liberdade.

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