A Polícia Civil de Londrina já tem pistas do grupo de três homens que estava em um Uno vermelho de onde partiram os nove tiros de pistola 9 milímetros que mataram na noite de segunda-feira Edilson do Nascimento Onofre, de 23 anos. Ele foi executado pelas costas na Rua Prefeito Hugo Cabral, área central da cidade.
Uma ligação anônima, possivelmente de um conhecido da vítima, descreveu os supostos autores do crime à mãe de Onofre, a gerente de vendas desempregada Maria de Lourdes Onofre, moradora de Itajaí (SC). A mãe reconheceu o corpo (quando houve os disparos, Onofre estava sem documentos) e o levou para a cidade catarinense ainda ontem, onde seria sepultado no final da tarde.
Segundo a mãe, Onofre estava sendo perseguido por razões passionais, por um integrante de uma quadrilha especializada em furtos de veículos. O rapaz teria se envolvido com uma namorada do quadrilheiro (na época, preso em uma penitenciária catarinense) e teria sido jurado de morte. Onofre tinha extensa ficha policial – furto, estelionato, falsidade ideológica e assaltos a mão armada – e já havia sido preso em Curitiba (onde morou por alguns anos) e Arapongas (onde permaneceu detido por oito meses). Ele também tinha um mandado de prisão em Balneário Camboriú (SC)
A delegada do 1º Distrito Policial (DP) Waldete Testoni, afirmou que a mãe descreveu os ocupantes do Uno com base no relato feito a ela pelo denunciante anônimo. Segundo esse denunciante, o grupo teria vindo a Londrina exclusivamente para matar o rapaz, que vivia na cidade há apenas quatro meses. Ele tinha uma companheira residente em Ponta Grossa e era pai de uma menina, mas não tinha mais nenhum contato com familiares
Onofre estaria morando com a família de amigos numa casa a poucos metros de onde foi assassinado. Na manhã de ontem, a polícia não encontrou ninguém na casa fechada. De acordo com a delegada, os vizinhos e o proprietário do imóvel serão peças-chaves para esclarecer alguns pontos do crime. Este foi o 36º homicídio registrado em Londrina em 2001.

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