Homem é vítima de intoxicação por gás
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sexta-feira, 11 de junho de 2004
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba As baixas temperaturas registradas em Curitiba no outono e a expectativa de mais frio com a proximidade do inverno reacendem a preocupação com o uso de aquecedores de água a gás. Muitos prédios da Capital não respeitam as normas mínimas de segurança para instalação desses equipamentos, o que acaba resultando em acidentes como o ocorrido na noite de quinta-feira, num edifício no bairro Bigorrilho.
Um homem de 33 anos foi vítima de intoxicação por monóxido de carbono, enquanto tomava banho. No mesmo prédio, há cerca de dois anos, um casal morreu intoxicado pelo gás. O Corpo de Bombeiros prestou os primeiros socorros e encaminhou o rapaz ao Hospital Evangélico. Até o final da tarde de ontem, seu estado clínico era crítico. Segundo informações do hospital, ele estava sedado e corria risco de morte.
De acordo com o relações públicas do Corpo de Bombeiros, tenente Eduardo Gomes Pinheiro, os familiares do rapaz estranharam a demora no banho e tentaram chamá-lo. Como não houve resposta, arrombaram a porta e encontraram o rapaz desacordado.
Pinheiro disse que o aquecedor a gás do apartamento da vítima está instalado na área de serviço. O espaço tem apenas uma janela que estava fechada. O monóxido de carbono resultante da queima incompleta do gás entrou pela janela do banheiro, que tem ligação com a área de serviço.
O Corpo de Bombeiros, segundo Pinheiro, tem trabalhado no sentido de alertar as pessoas sobre os riscos da instalação inadequada de aquecedores a gás. Pelas normas brasileiras, o ambiente onde for instalado o equipamento deve ter duas aberturas constantes de ventilação, além de chaminé de exaustão. O aquecedor deve passar por revisão, no mínimo, uma vez por ano.
O Corpo Bombeiros, no entanto, não tem papel fiscalizador. A Prefeitura de Curitiba dispõe de um Conselho de Segurança em Edificações que atende denúncias de condições inseguras em prédios e outras construções. O telefone da prefeitura é o 156.
Ainda segundo informações do Corpo de Bombeiros, nos últimos cinco anos, foram registradas 26 mortes por intoxicação com monóxido de carbono. Neste ano, essa foi a primeira ocorrência.


