A Polícia Civil de Maringá tentava até o início da noite de ontem prender em flagrante o corretor Edi Lourenço Montanholi, principal suspeito da morte do estudante Ricardo Oliveira da Silva, 12 anos. O menor morreu ontem dentro do apartamento da família, no Residencial Ana Terra, condomínio de classe média na zona sul da cidade, depois de levar duas facadas, uma nas costas e uma no peito. Antes de deixar o local o autor do homicídio ateou fogo em uma lixeira, que acabou se espalhando pelo quarto do estudante.
Segundo versão da polícia, o pai de Ricardo, o construtor Marcelo Oliveira da Silva, tinha uma dívida com Montanholi, referente a compra de um veículo Fiesta, ano 1997. A polícia não soube informar o valor da dívida. Um Fiesta 97 vale cerca de R$ 11 mil no mercado de usados de Maringá. Com a intenção de cobrar o valor e sabendo que Marcelo guardava dinheiro em casa, o suspeito foi até o apartamento. O delegado-chefe da 9ª Subdivisão Policial, Maurício de Oliveira Camargo, disse que Montanholi entrou no apartamento por volta das 9 horas e avisou um irmão da vítima, Rogério Oliveira da Silva, 20 anos, pelo telefone, que estava no local para receber a dívida.
O delegado acha que o corretor ficou impaciente e começou a procurar o dinheiro, no que foi repreendido por Ricardo e acabou reagindo esfaqueando o estudante. O corpo da vítima ficou caído no corredor, na entrada do quarto incendiado. O agressor então fugiu sem levar nada. Por volta das 11h30 moradores viram fumaça e arrombaram a porta para entrar. O Corpo de Bombeiros, que atendeu à ocorrência, registrou que o apartamento estava trancado e sem as chaves na porta. Revoltados, moradores do condomínio disseram que Ricardo era um garoto calmo e ‘‘normal’’.

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