Homem é queimado em praça e morre
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sexta-feira, 12 de abril de 2002
Sid SauerEquipe da Folha 
Formosa do Oeste - O servente de pedreiro Jucelino Ferreira Cunha, 38 anos, morreu ontem por volta das 11 horas no Hospital Santa Izabel, em Formosa do Oeste (102 km a oeste de Campo Mourão), vítima de queimaduras de segundo e terceiro graus em cerca de 90% do corpo. Cunha foi socorrido pela Polícia Militar às 2h50, quando estava na Praça dos Pioneiros, no centro da cidade. O fogo foi ateado usando tíner, um solvente inflamável.
Segundo a Polícia Militar de Formosa do Oeste, Cunha e outros homens estavam na praça tomando bebidas alcoólicas e, a princípio, o crime teria sido praticado por motivo fútil. Romão Pereira de Souza e Claudinei Alves dos Santos, que estavam com ele, foram detidos e acusaram um terceiro, L.Z., de ter ateado o fogo. Até o início da noite de ontem o acusado continuava foragido e a PM não sabia se ele era menor de idade ou não.
Souza e Santos contaram à polícia que L.Z. estava bebendo e cheirando o tíner quando discutiu com Cunha e ateou o fogo no servente de pedreiro. Primeiro ele jogou o produto nos pés da vítima e acendeu o fogo. Depois espalhou o tíner no restante do corpo para aumentar o fogo. A PM chegou a ver o acusado numa estrada rural a 15 quilômetros da cidade, mas ele jogou a bicicleta em que estava no rio e fugiu em meio a um matagal.
O médico Ricardo Fakiyama, que atendeu o caso, informou que Cunha chegou ao hospital ainda consciente, mas bastante confuso. O estado dele era muito grave, com queimaduras da cabeça aos pés, relatou Fakiyama. Ele explicou que em casos como esse a vítima morre, principalmente, porque perde muito líquido e ocorre um distúrbio no organismo. Cunha era separado e tinha três filhos com a ex-mulher.


