Homem é preso por vender fotos de meninas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de abril de 2005
Lúcio Flávio Moura<br> Reportagem Local 
Santa Helena- O fotógrafo José Carlos de Macedo, de 38 anos, foi preso ontem em Santa Helena (113 km ao norte de Foz do Iguaçu) acusado de publicar e vender fotos de adolescentes em poses eróticas na internet. As fotos veiculadas na página não omitiam o rosto das adolescentes. Farto material fotográfico e dois computadores foram apreendidos em uma sala comercial, na casa e no estúdio do fotógrafo.
O dono do provedor, que funcionava na sala comercial invadida pelos policiais, está sendo procurado. Ele já foi identificado mas o nome não foi revelado para não prejudicar as investigações. A polícia ainda não sabe se ele era apenas cúmplice ou ''sócio'' do fotógrafo e a expectativa é que se apresente espontaneamente na delegacia hoje.
Macedo passou a ser investigado pela polícia após uma denúncia anônima feita há duas semanas. O delegado Michael Eymard Rocha de França Araújo, responsável pelo inquérito, afirmou que o fotógrafo tentou defender-se dizendo que as fotos eram ''apenas sensuais''.
Mas de acordo com a polícia, pelo menos uma jovem de 16 anos, moradora da cidade, estava completamente nua em uma das fotos apreendidas. ''É tudo por nografia'', declarou Araújo. Desde o flagrante, o site onde as fotos eram publicadas e vendidas não pôde mais ser acessado.
Segundo o delegado, o fotógrafo convidava as garotas para uma sessão de fotos, que seriam usadas para lançá-las como modelos profissionais. Durante a sessão, elas eram convencidas a fazer fotos em poses pornográficas, com a promessa de que esse material poderia garantir mais rapidamente a contratação por empresas da cidade.
Ele induzia as garotas a tirar gradualmente as peças de roupa durante as sessões. De acordo com o delegado Araújo, ''até agora, há provas de que pelo menos seis meninas, de 14 a 16 anos, participaram dessas sessões de fotos''. O site também continha fotos de dançarinas maiores de idade de várias regiões do Estado.
Os pais assinavam um documento autorizando a realização e a divulgação das fotos, sem conhecer a verdadeira intenção do fotógrafo. No site mantido por Macedo, a polícia encontrou fotos sensuais das garotas. Clicando em um ícone, o visitante da página tinha acesso à compra de fotos pornográficas das ''modelos''.
A polícia investiga, agora, se o fotógrafo era ligado a alguma rede de prostituição. Até agora, duas meninas vítimas de José de Macedo foram ouvidas. Elas afirmaram que o fotógrafo não as encaminhou para nenhuma empresa nem agendou algum compromisso para elas, além da sessão das fotos. Também não há indícios que foram gravadas imagens no estúdio.


