Homem é preso por falso testemunho
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quinta-feira, 30 de setembro de 2004
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Os sete jurados do Tribunal do Juri do Fórum de Londrina reunidos anteontem para julgarem Jéferson Fabiano dos Santos, 25 anos, tiveram trabalho extra durante o julgamento. Além de condenarem o acusado à prisão por homicídio qualificado e furto, eles tiveram que opinar também sobre o depoimento de uma testemunha de acusação, que acabou presa por falso testemunho. O Tribunal do Juri deveria ser reunido novamente ontem mas o julgamento de Marcelo Matos Coutinho foi adiado pela quarta vez.
De acordo com informações da 1 Vara Criminal, Santos era acusado de, na madrugada do dia 20 de agosto de 2001, ter disparado duas vezes com um revólver contra Marcelo Ortiz de Oliveira, 20 anos, em uma lanchonete na avenida Saul Elkind (Zona Norte). O homicídio qualificado teria se configurado pelo fato de que o acusado não teria oferecido chance de defesa à vítima. Depois de atirar, ele ainda teria furtado um revólver da vítima.
Os jurados decidiram que Santos era culpado do homicídio qualificado e o condenaram a 12 anos de reclusão em regime fechado. Ele também foi considerado culpado pelo crime de furto e recebeu mais um ano de prisão. A acusação coube à promotora Susana Broglia Feitosa de Lacerda. O advogado de defesa, Luiz Tavanaro Gaya, recorreu da sentença. Os jurados ainda consideraram também, por unanimidade, que a testemunha de acusação Juarez da Luz Silva teria prestado falso testemunho. Ele foi preso em flagrante e levado até a 10 Subdivisão Policial.
Ontem, os jurados deveriam se reunir novamente para o julgamento de Marcelo Marcos Coutinho, acusado de ter atropelado e matado a estudante Vanessa Maia, 18 anos, e ferir outras duas pessoas o irmão da vítima, Charles Gonçalves Maia, e Maria Marlete Palácio. O atropelamento ocorreu em 15 de agosto de 1997, na BR-369, saída para Cambé.
Mas o julgamento acabou adiado pela quarta vez. O advogado de defesa, Hamilton Laertes, apresentou atestado médico apontado problemas de saúde. O pedido foi deferido pelo juiz João Luiz Clève Machado. O julgamento foi reagendado para o dia 9 de novembro.


