Homem é preso com 467 kg de maconha
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sexta-feira, 06 de junho de 2003
Lucinéia Parra<br> Equipe da Folha 
Maringá A Polícia Federal de Maringá, apreendeu no início da noite de anteontem 467 quilos de maconha. É a maior aprensão realizada este ano. Renato Valeriano, 54 anos, foi preso em flagrante. O filho dele, suspeito de estar transportando a droga, conseguiu fugir. Durante a perseguição, um tiro de arma de fogo atingiu o pára-brisa de uma camioneta que havia acabado de ser estacionada próxima à avenida Colombo. As polícias Federal e Militar negam que tenham efetuado disparos durante a perseguição.
Valeriano já vinha sendo investigado pela PF há vários dias. Anteontem à noite, uma equipe de policiais que estava vigiando a casa de Valeriano viu quando o filho dele, Ricardo Valeriano, deixou a residência da família dirigindo uma camioneta Silverado. A polícia tinha informação de que a droga estava no veículo. De acordo com a PF, Renato Valeriano seguia na frente da camioneta como ''batedor'' dirigindo um veículo Fiat Premio. Os dois seguiram do Jardim Universo bairro da zona sul em Maringá para a avenida Colombo.
No trajeto, Renato e Ricardo teriam percebido que estavam sendo seguidos e tentaram fugir. Ricardo foi perseguido até Sarandi (7 quilômetros de Maringá), onde abandonou a camioneta e fugiu. A droga foi encontrada na carroceria do veículo, embalada em sacos plásticos preto.
Renato chegou a voltar para a casa dele e quando tentava sair novamente, só que desta vez dirigindo um Golf, foi preso. Conforme a PF, a droga vinha do Paraguai com destino a São Paulo. Desde o início do ano, a PF de Maringá apreendeu, incluindo a droga encontrada anteontem, 1 tonelada e 675 quilos de maconha.
Na perseguição à camioneta que estava sendo conduzida por Ricardo Valeriano, o motorista João Gonçalvez, dono de uma camioneta F 350, diz que o veículo dele foi atingido por um disparo de arma de fogo. Ele afirmou ontem, à Folha que tinha acabado de estacionar e descer da camioneta, quando um tiro atingiu o pára-brisa do veículo, destruindo todo vidro. ''Foi questão de segundo. Por pouco não fui atingido na cabeça'', afirma. Gonçalvez disse que nem as polícias Federal e nem a Militar tinham assumido o disparo. ''Já mandei arrumar o pára-brisa e nem vou atrás para receber, mas acho que os policiais não deveriam agir dessa forma porque por muito pouco eu ou o meu ajudante não fomos atingidos''.
De acordo com a assessoria de imprensa da PF, durante a perseguição não foi efetuado nenhum disparo pelos policiais federais. O tenente Ideval dos Santos afirmou à Folha que a Polícia Militar foi acionada pela Federal ''do meio para o fim da perseguição''. Ele garantiu que nenhum dos policiais militares efetuou disparos de arma.


