Homem e mulher devem cuidar juntos das crianças
Rose Muraro chega aos dias de hoje falando sobre a luta entre nações, que se unem em blocos. ''A globalização nada mais é do que a lei do mais forte levada às últimas consequências''.
No mundo dos anos 70 já se percebe que a revolução de classes não tinha dado certo. A mulher era escrava do homem. ''Tinha-se que fazer outra coisa'', afirma Rose Muraro. É nesta busca que, nos anos 80, constitui-se a categoria de gêneros e, nos anos 90, começam a ser implantadas as políticas de gênero.
Rose Muraro afirma que para reverter este processo, que já dura oito mil anos, homem e mulher devem cuidar juntos das crianças. ''Este processo está avançado. Existem 22,5 milhões de famílias nas quais os pais cuidam dos filhos'', afirma. As políticas de gênero são essenciais para esta transformação e devem estar em todas as secretarias.
''O enfoque de gênero deve estar nos livros didáticos, no IPTU, na reforma agrária'', afirma a escritora. Ela exemplifica com a luta das feministas que estão no poder público e que conseguiram, em 8 de março de 2001, que o Ministério da Agricultura passasse os lotes de terra da reforma agrária para as mulheres e não mais para os homens.
''As mulheres ficam na terra, plantam, produzem alimentos, desincham as cidades e isso diminui a criminalidade. O homem vende a terra e volta para o latifúndio'', afirma Rose Muraro. As políticas de gênero, segundo ela, estão sendo implantadas no País todo. ''O crédito agrícola, a bolsa-escola, bolsa-alimentação, renda mínima, estão sendo destinados à mulher'', exemplifica.
''O Brasil é o país do mundo mais avançado em política de gênero''. (E.P.)





