Homem é morto com golpes de facão
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domingo, 30 de março de 2003
Renê Muller<br> Reportagem Local 
Dois homicídios foram o saldo da tarde de domingo para a Polícia Civil de Londrina. Pouco depois das 13h30, a viatura do Instituto Médico Legal (IML) foi chamada para o Jardim Santa Fé (zona leste de Londrina), mais especificamente para a Rua Antônio Romão dos Santos, onde foi encontrado o corpo do vigilante desempregado Nelson Geraldo, 55 anos, morto a golpes de facão. Pouco tempo depois, Valdir Fernandes, o delegado de plantão, também dirigiu-se com o IML para a Gleba Palhano (zona sul de Londrina). Nos fundos de um condomínio residencial, em um matagal, foi encontrado o corpo de um homem, em adiantado estado de putrefação. A suspeita é de que o cadáver tenha sido desovado no local.
Nelson Geraldo estava desempregado, mas iria começar a trabalhar nesta semana como vigia. Foi morto em sua casa, com vários golpes de facão nos ombros e braços, além de várias perfurações pelo tórax e abdômen. A vítima já tinha passagem policial por homicídio, e estava em liberdade condicional. Segundo seu enteado, o autônomo Cilso Lourenço da Silva, 39 anos, Nelson havia ameaçado uma pessoa de morte no sábado. ''Nós já tínhamos dado uns conselhos para ele se acalmar, mas não adiantou'', lamentou o enteado. O delegado Valdir Fernandes disse que a polícia já investiga um suspeito. É o 60º assassinato ocorrido em Londrina neste ano.
Até às 19 horas de ontem, o corpo localizado no matagal ainda não havia sido identificado. De acordo com o delegado Valdir Fernandes, o corpo foi encontrado por dois meninos que estavam pastoreando gado, por volta das 14 horas. Com o cadáver em adiantado estado de putrefação, a polícia só pode informar que a vítima era um homem. ''Não dá para estimar a idade dele, deve ter morrido de 15 a 20 dias atrás'', calculou o delegado. O homem vestia uma camisa branca e uma cueca bege. O delegado acredita que ele tenha sido assassinado. ''Pelas características do lugar, isolado e praticamente deserto, tudo indica que trata-se de desova'', afirmou.


