Homem é morto após atirar em menino de 3 anos
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 15 de abril de 2003
Vânia Moreira<BR>Equipe da Folha 
Umuarama Dois crimes violentos em menos de 24 horas, em Umuarama, resultaram em dois homens mortos e uma criança gravemente ferida. W.E.S., de três anos, foi baleado no tórax dentro de casa. O autor dos disparos, Laércio da Silva Júnior, o ''Júnior Baiano'', 19 anos, acabou sendo morto pelo pai da criança baleada. O crime aconteceu segunda-feira à noite, no Conjunto Habitacional Arco Íris, no Parque Industrial. Na mesma rua, domingo à noite, o segurança Rogério Coelho Ferreira, 29 anos, foi morto a tiros e teve a casa incendiada.
Segundo testemunhas, o montador de silos Itanael Alves da Silva, 30 anos, estava em casa assistindo TV com a mulher e os três filhos. Por volta das 23 horas, Júnior Baiano teria arrombado a porta e entrado atirando com um revólver 38. A intenção seria matar Silva. O montador contou à polícia que correu até o quarto, pegou uma espingarda calibre 36 e atirou em Júnior Baiano. A bala atingiu a cabeça de Júnior, que morreu na rua.
Silva contou que W. estava no sofá chorando muito e só perceberam que estava sangrando quando a mãe o pegou no colo. Silva levou o filho para o hospital e quando retornou para casa foi preso pela Polícia Militar. W.E.S. teve o pulmão perfurado e está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Paulo, em estado grave. O pai do menino foi solto ontem à tarde. A Polícia ainda não sabe por que Júnior Baiano teria tentado matar Silva.
Morador no Parque Industrial, Júnior Baiano era suspeito de ter assassinado o segurança Rogério Coelho Ferreira, no domingo. Os dois haviam brigado alguns dias antes e Júnior Bainao teria apanhado do segurança. A polícia vai comparar os projéteis retirados do corpo de Ferreira com a arma encontrada em poder de Júnior Baiano. Ele também era suspeito de ter assaltado o Mercado Londrina, na Avenida Londrina, algumas horas antes de ser morto. Ele tinha várias passagens pela polícia e respondia processo por homicídio.
No Parque Industrial impera a lei do silêncio. Os moradores do bairro mais violento da cidade temem os bandidos e traficantes e não querem testemunhar.


