O sossego da família de uma professora que mora na Zona Leste de Londrina terminou no início da manhã de sábado. Ao sair para o trabalho, a mulher de 33 anos foi atacada por um homem armado. Levada para um terreno baldio nas proximidades, sofreu violência sexual por cerca de uma hora.
Depois de conseguir fugir e ser socorrida por um parente que mora nas proximidades, ela e o marido procuraram a polícia, que teria demorado mais de uma hora para chegar ao local do crime. Na sequência, o casal dedicou-se inteiramente à missão de ajudar os policiais a localizar o criminoso, apesar do trauma pelo qual a mulher passava no momento.
Numa viatura da Polícia Militar, a mulher e o marido percorreram o bairro na tentativa de localizar o estuprador. O criminoso só foi reconhecido na segunda-feira, nos registros fotográficos disponíveis na 10Subdivisão Policial. De acordo com o marido da vítima, o homem apontado como o autor do crime constava como preso nos registros policiais. A informação foi imediatamente checada e desmentida.
Os policiais, então, vieram localizaram o homem na obra onde trabalhava como pedreiro. Levado à delegacia, ele foi reconhecido pela vítima e teria confessado o crime. ''Fui para casa tranquilo porque a justiça tinha sido feito'', disse o marido da vítima.
A surpresa veio pouco tempo depois. Por volta das 16 horas, a família ficou sabendo, por meio de parentes, que o criminoso confesso havia sido solto e já teria passado pelo bairro para pegar os pertences dele e fugir. ''Todos os parentes de minha esposa, que moram na região há 25 anos, estão querendo se mudar. Está todo mundo com medo que ele volte. O pior é que esse rapaz já teve outras passagens pela polícia e é suspeito de outros dois estupros que ocorreram aqui no bairro'', declarou.
Enquanto recupera-se do trauma, a professora passa por outra dificuldade. Por prevenção, ela está tomando um coquetel anti-HIV, o que tem provocado reações como vômitos e tonturas na vítima.
Um inquérito foi instaurado para investigar o caso na Delegacia da Mulher. A delegada Elaine Aparecida Ribeiro explicou que não foi possível realizar a prisão em flagrante porque ele foi detido dias depois e não foi caracterizada perseguição.
''Como não houve flagrante e ainda não havia ordem judicial, não havia como deixá-lo preso'', afirmou Elaine. O suspeito foi indiciado por estupro e a delegada disse que não poderia adiantar quais providências serão tomadas para não atrapalhar as investigações sobre o caso. Ela salientou, porém, que o ideal é que todas as vítimas de estupro registrem a ocorrência.

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