Moradores de Ibiporã surpreenderam-se ontem pela manhã ao encontrar o corpo do bóia-fria Claudinei Zandoni, de 32 anos, jogado em meio ao matagal à beira do rio Tibagi - com um corte profundo na garganta. A identificação, feita a partir de documentos e pertences pessoais, mostrou que se tratava de um morador de Assaí.
  ‘‘O corpo estava no meio do capinzal, na estrada do Clube de Campo, perto da Polícia Rodoviária, às margens do rio. Cortaram o pescoço dele. Não chegou a separar a cabeça do corpo, mas foi bem profundo’’, afirmou o investigador da Polícia Civil em Ibiporã, Paulo Magalhães. Até ontem, a polícia não tinha informações sobre as motivações do crime. ‘‘Ainda não foi possível’’, afirmou o policial.
  A auxiliar de necropsia do Instituto Médico Legal em Londrina (IML) - para onde o corpo foi levado -, Santina Aparecida da Silva, disse que a realização dos exames estava aguardando a presença da família. ‘‘O que pude perceber é que o ferimento foi na parte frotal do pescoço e causado por arma branca’’, o que significa uso de faca ou outro material cortante.
  No final da tarde, a mãe de Claudinei Zandoni foi localizada pela polícia na Vila Nova Esperança, em Assaí. Por telefone, uma vizinha - Lázara Aguinelo da Silva Santos - contou à Folha que a família é bastante simples e composta, em sua maioria, de bóias-frias. Dona Lázara afirmou que o rapaz era uma pessoa tranqüila, orfão de pai, e também trabalhava na roça. Ela não soube dizer se Claudinei tinha alguma desavença grave na cidade ou passagem pela polícia.

mockup