A polícia investiga as circustâncias da morte de João Roberto dos Santos, 39 anos, atropelado por um trem da América Latina Logística (ALL), por volta das 21h30 da última terça-feira. O acidente aconteceu no cruzamento da linha férrea com a Avenida Santa Mônica, no Jardim Castelo (Zona Leste de Londrina). Ainda não se sabe se ele foi vítima de um homicídio, se foi acidente ou se cometeu suicídio.
''Algumas pessoas disseram ter ouvido disparos pouco antes da passagem do trem. Isso dá margem para que seja investigado um possível homicídio'', informou o perito do Instituto de Criminalística (IC) de Londrina, Luciano Bucharles. Ele ressalta, entretanto, que não foram encontrados quaisquer sinais de disparos ou mesmo projéteis próximo ao local do acidente.
Segundo o perito, o maquinista da empresa informou que só avistou que havia algo no trilho quando estava a uma distância impossível de evitar o acidente. ''Ele viu algo que parecia um vulto humano, mas já não dava tempo de frear. Mesmo assim ele parou e só depois tomou conhecimento de que era uma pessoa. Então chamou o socorro'', relatou. O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (INL), onde foi identificado por parentes. A reportagem tentou contato com o irmão da vítima, mas não o encontrou.
De acordo com a terapeuta ocupacional do Centro de Atenção Psicossocial para usuários de Álcool e outra Drogas (Caps - Ad), Ilka Elorza, Santos frequentava o espaço, que fica no Conjunto Eucaliptos (Zona Leste), para tratamento de alcoolismo. ''Ele era alcoolista há quase 25 anos e por isso estava diariamente aqui. Era uma pessoa tranquila, muito querida e, pelo que sabemos, não sofria ameaças de morte'', informou.
A terapeuta ainda contou que Santos estava vivendo na rua, apesar de ter família na cidade. Ele passava por um quadro depressivo e, há dois meses, tentava se reaproximar da família através da avó que mora em Bela Vista do Paraíso (40 km ao norte de Londrina). A vítima era separada e tinha dois filhos.

mockup