Um homem foi baleado ontem, por volta das 11h10 da manhã, na Avenida Duque de Caxias, perto da esquina com a Rua Marauás, na Vila Portuguesa (Área Central).
Geraldo Luiz Ruas, de 53 anos, foi alvejado na cabeça, no tórax e nos braços. No local a perícia encontrou oito cápsulas de uma pistola 9 mm, de uso exclusivo das Forças Armadas.
A Polícia Militar informa que chegou no local por volta das 11h25 e encontrou o corpo estirado no chão já sem vida. ''Nós ouvimos testemunhos de que uma pessoa teria parado com uma motocicleta no local e atirado contra Ruas, mas essas pessoas não souberam identificar o modelo da moto e nem souberam descrever o assassino'', diz o soldado Alexandre.
O delegado de plantão da Polícia Civil, Mozart Rocha Gonçalves, conta que uma das linhas de investigação trabalha com a hipótese de que o crime teria motivação passional, mas não descartou outras possibilidades. Ele não quis informar quais os fatores que levaram ele a considerar a hipótese de que o crime teria origem passional. ''Não temos como divulgar isso, pois faz parte da investigação'', explica.
O eletrotécnico Manoel Xavier diz que escutou os disparos, mas não chegou a ver quem atirou em Ruas. ''Eu estava no fundo quando escutei os tiros. Esperei uns 15 minutos para vir aqui na frente ver o que tinha acontecido porque eu não podia me arriscar a levar um tiro'', comenta. Ele conta que conhecia Ruas porque ele teria morado no bairro e já tinha consertado uma furadeira para ele. ''Mas conhecia ele somente por isso, não tinha um relacionamento muito profundo com ele e nem convivi com ele'', relata. Ele diz que a vítima aparentava ser uma pessoa calma e não sabe dizer se ele cultivava alguma inimizade.
Segundo a polícia, Ruas era proprietário de algumas pensões no bairro. Eles tentaram entrar em contato com algum familiar, mas ninguém foi encontrado. Ruas era natural de Cornélio Procópio, mas segundo vizinhos morava em Londrina havia anos.

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