Paulo Ubiratan
De Londrina
‘‘Coleciono flores de cemitério. Ninguém pode me prender por isto, pois não roubei ninguém já que as flores eram para os mortos que não estão mais com a gente’’, argumentou o desempregado Cleber Figueredo Cruz, 20 anos. Na manhã de ontem ele foi flagrado tirando as flores de um vaso em uma sepultura no cemitério Jardim da Saudade, localizado na zona norte de Londrina. Com ele foram encontradas dentro de um saco 40 ramalhetes de flores de plástico.
‘‘Este negócio de colecionar flores é mentira dele. Quem é louco guardar flores de cemitério? Na realidade ele vende, pois na maioria dos enterros que vou ele comparece vendendo flores e até chorando pelo morto que nem conhece’’, afirmou a dona-de-casa Zulmira Neves. Ela e mais cinco pessoas ficaram revoltadas com Cleber, acusando-o de ‘‘violador de túmulos e de criminoso.’
Após muita confusão, o acusado foi levado pela Polícia Militar até o 5º Distrito Policial, onde prestou depoimento ao delegado, Jorge Barbosa. Na ocasião, ele confirmou que coleciona as flores, no entanto, quando tem algumas repetidas ele as vende. ‘‘Afinal estou desempregado e o dinheiro não está fácil. Faço isto para não roubar dos vivos’’.

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