Homem diz que que matou cunhado para não morrer
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segunda-feira, 06 de abril de 1998
Paulo Ubiratan 
Osvaldo Martins de Mello, conhecido por Zoinho, se apresentou ontem ao delegado do 2º Distrito Policial, José Antônio Zuba de Oliva, e confessou ter matado seu cunhado Márcio Roberto Mendes Veloso, o Anão. O crime ocorreu na noite do último sábado, na casa onde ambos moravam, no jardim Fraternidade (zona leste de Londrina). Zoinho diz ter matado Anão para não morrer. Ele conta que primeiramente entraram em luta corporal com uma faca, mas a arma caiu no chão. Zoinho conta que usou seu revólver calibre 38 e tentou dar uma coronhada no cunhado, mas a arma disparou. O tiro atingiu a cabeça de Anão.
Ele não prestava: vivia às custas da mãe. Quando a mãe não tinha dinheiro ele batia nela. Há uns dias o Anão quebrou o braço da mãe de tanto bater, afirma Zoinho. Segundo vizinhos, os dois vinham brigando há muito tempo.
O matador já foi condenado há três anos de prisão por estelionato. Zoinho tinha várias passagens pela polícia por furtos e roubos. Ele prestou depoimento e foi solto pelo delegado Zuba. Deverá responder ao inquérito policial em liberdade.
Segundo informa a 10ª Subdivisão Policial, o maior número de homicídios em Londrina vem ocorrendo nas zonas sul e leste. Na zona sul, o bairro mais violento é o jardim União da Vitória. Na leste, o conjunto Novo Amparo e a vila Fraternidade. No Novo Amparo, os indíces de violência estão mais baixos no último ano. No União da Vitória os crimes vêm aumentando, com média de dois homicídios por mês. O jardim Fraternidade está em terceiro lugar, com média de um homicídio a cada três meses.


