Homem confessa morte de comerciante
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sexta-feira, 09 de maio de 2008
Fernanda Borges<BR>Reportagem Local 
Cambé - Dois homens confessaram o assalto que resultou na morte do comerciante Nivaldo José de Morais, 53 anos, proprietário de um mercado localizado no Jardim Silvino, em Cambé (Norte). O crime aconteceu na tarde do dia 25 de março, quando o comerciante levou um tiro na cabeça porque teria reagido. Morais chegou a ser levado com vida para o Hospital Universitário (HU) de Londrina, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no dia seguinte.
Um dos acusados, Reinaldo Vieira da Silva, 26 anos, foi preso ontem pela polícia de Cambé. Já Bruno Henrique Gonçalves de Oliveira, 19, está detido no 2º Distrito Policial de Londrina desde o dia 25 do mês passado, acusado de roubo. Segundo o delegado de Cambé, Valdir Abraão, ambos já tinham cometido roubos em Londrina e em outras cidades.
Abraão disse que Oliveira era cliente e conhecido da vítima. Segundo o delegado, Silva cumpria pena na Colônia Penal Agrícola (localizada na Região Metropolitana de Curitiba) e estava de licença para visitar familiares. ''Ele convidou o Bruno para o assalto. Bruno ficou aguardando de moto, enquanto Reinaldo, munido da arma de fogo, foi até o estabelecimento e anunciou o assalto para a mulher do caixa'', relata o policial.
Ainda de acordo com o delegado, Moraes estava próximo do assaltante e acabou reagindo. ''Ele agarrou Reinaldo, mas o assaltante conseguiu se livrar da vítima e efetuou o único disparo que atingiu sua cabeça'', explicou. Para os jornalistas, Silva disse que foi um ''ato de desespero''. ''Ele estava atrás de mim, eu nem vi para onde estava atirando'', comentou.
A arma do crime, um revólver calibre 38, foi apreendida e está na Delegacia do Adolescente. De acordo com Abraão, o revólver teria sido usado por um menor que havia cometido um roubo há poucos dias. Silva reconheceu a arma e confessou ter vendido o revólver depois que matou o comerciante. ''Aquela versão inicial de que era uma vingança caiu por terra, prevalece agora a tentativa de roubo seguida de morte, o crime de latrocínio. A pena mínima é de 20 anos, a máxima, de 30 anos'', relatou o delegado.
A equipe da FOLHA esteve na manhã de ontem no mercado do comerciante para falar com a família, mas ninguém quis dar declarações. A filha de Morais comentou apenas que confia no trabalho do delegado e que deveria ir na segunda-feira na delegacia para saber de mais detalhes sobre a prisão dos envolvidos.


