Curitiba - Suspeito de assassinar Rachel Maria Lobo de Oliveira Genofre, de 9 anos, o ex-presidiários Jorge Luiz Pedroso Cunha, 52, nega a autoria do crime. Cunha foi preso por volta das 9 horas de domingo, em Itajaí (SC), e vai fazer um exame de DNA que, confrontado com o material colhido no corpo da menina, pode comprovar se ele é o responsável pelo crime. Ainda não há previsão de quando o exame ficará pronto. Ela fazia o trajeto para a casa de ônibus e desacompanhada. Seu corpo foi encontrado dois dias depois, dentro de uma mala deixada na Rodoviária de Curitiba, com sinais de estrangulamento e violência sexual.
De acordo com policiais da Delegacia de Homicídios, Cunha tem o álibi de que estava na cidade catarinense quando Rachel foi morta. Testemunhas que trabalham com o suspeito em um albergue, onde atua na área administrativa, confirmam a informação, que também está sendo investigada pela polícia.
Ainda sem a confirmação de que Cunha seja o assassino de Rachel, a polícia conseguiu solucionar outro caso. Ele confessou à polícia a acusação de atentado violento ao pudor contra um menino de quatro anos, no Balneário Primavera (Litoral). O menino ficou gravemente ferido. De acordo com detalhes apresentados pelo acusado, a violência é semelhante à sofrida por Rachel.
O crime foi cometido menos de um ano depois que o suspeito saiu da penitenciária, onde ficou por 18 anos cumprindo pena por homicídio e estupro. Cunha também será ouvido por autoridades do Litoral, que já possuem um mandado de prisão decretado contra ele pela Comarca de Matinhos. Cunha também possuiu passagens por falsificação de documentos e falsidade ideológica.

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