Homem confessa assassinato de Rafael
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terça-feira, 07 de agosto de 2007
Fernanda Borges e Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Durante uma ocorrência no final da tarde de segunda-feira, a Polícia Militar de Londrina prendeu Sidinei Silva da Costa, 30 anos, o ''Postinho'', que confessou ter sido o autor do tiro que matou o estudante Rafael Bernardino Ruiz, 19 anos. O latrocínio (roubo seguido de morte) aconteceu na tarde do dia 2 de junho, no Jardim Presidente (Zona Oeste). A prisão aconteceu numa casa na Rua Seringueira, no Jardim Nossa Senhora da Paz (Zona Oeste), onde o rapaz tentava se esconder depois de ter participado de um assalto numa residência no Jardim Bela Suíça (Zona Sul).
Segundo informações da PM, Costa e mais dois adolescentes, armados com pistolas, teriam invadido e roubado a casa de um médico na Rua Júlio Fuganti, por volta das 16 horas. O trio teria permanecido por cerca de uma hora dentro da residência, ameaçando a família. Na sequência, os criminosos teriam fugido com o veículo da vítima, uma BMW 3231, em direção ao Nossa Senhora da Paz. Ao ser capturado pela polícia, Costa teria dado o nome falso como Sidinei Henrique Ricci. Nenhuma arma foi apreendida mas os objetos roubados foram encontrados na residência. Costa foi levado para a 10 Subdivisão Policial onde acabou sendo identificado por policiais civis.
Em depoimento ao delegado-operacional Lanevilton Moreira, e para a imprensa, ele confessou ser o autor do disparo que matou o estudante. Alegou, no entanto, que o tiro teria sido acidental. ''A arma disparou porque ele (Rafael) tentou pegá-la'', afirmou. Costa disse que na tarde de 2 de junho tinha saído para ''correr (praticar crimes) com os irmãos'' - segundo a Polícia, Bruno Donizete da Silva, 20, e Jefferson Rangel Arruda. O trio teria invadido a casa de Rafael quando viu que o estudante e o pai dele, o advogado Alberto Ruiz, lavavam o carro com o portão aberto. Costa e Silva teriam abordado pai e filho, houve reação e o estudante foi morto. Arruda estaria na direção do Ômega que deu fuga após o crime. Costa, no entanto, alega que quem dirigia o carro seria um adolescente.
De acordo com o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Sérgio Luiz Barroso, um mês antes do crime contra Rafael, Postinho tinha saído da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), onde cumpriu pena de mais de quatro anos por roubo de veículo. Após o latrocínio, ele teria fugido para a casa de familiares em Assis Chateubriand (Noroeste), onde teria deixado a arma, e retornado para Londrina há cerca de 15 dias. Ontem, ele foi encaminhado para o 2º Distrito Policial.
Arruda, o outro homem indiciado no crime, foi preso na semana passada, em Curitiba, após praticar um sequestro-relâmpago. Ele deverá ser interrogado nos próximos dias. Já Silva, o terceiro envolvido, continua sendo procurado. O ex-dono do Ômega, Marcos Cabral Ferreira, que chegou a ser preso suspeito de participação, foi solto por falta de provas.
Os delegados consideraram o latrocínio do estudante ''totalmente esclarecido'' e garantiram que há provas contra os três indiciados. O pai de Rafael será chamado para fazer o reconhecimento formal de Postinho. A morte do estudante, que cursava Relações Públicas na Universidade Estadual de Londrina (UEL), causou grande comoção e gerou manifestações na cidade contra a falta de segurança. Depois disso, o Governo do Estado agilizou reforço no policiamento e passou a realizar operações policiais em todas as regiões.


