Homem cobra punição para assassinos do filho
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quinta-feira, 09 de outubro de 2003
Guto Rocha<br> Reportagem Local 
Passados mais de dois anos do assassinato do filho, o aplicador de sinteco Ogená Joaquim de Oliveira ainda tem a esperança de ver os autores do crime presos. Segundo a Polícia Civil, os dois suspeitos foram identificados, mas apenas um deles está na cadeia, só que por outro crime. Além do estudante Omar Joaquim de Oliveira, morto em Londrina, Ogená teve outros dois filhos assassinados, um em Campo Grande (MS) e outro em São Paulo.
Omar foi morto no dia 10 de abril de 2001 quando estava com a namorada dentro de uma caminhonete D-20, na Rua Mossoró (área central). Segundo o delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial de Londrina, Márcio Vinícius Amaro, ele foi morto ao tentar fugir de dois menores que queriam roubar seu carro.
Desde então o pai do rapaz tem se empenhado para ver os criminosos presos. ''Venho aqui (na 10 SDP) todas as semanas cobrando uma solução para o crime. Nesse período já falei com sete delegados e promotores. Cheguei a contratar um detetive particular para encontrar os assassinos mas agora que a polícia identificou os dois, um está solto'', lamenta.
O delegado diz que os acusados foram identificados por uma pessoa que deu carona a eles. Ele aponta Anderson Ferreira dos Santos e F.M.D., na época com 17 anos, como os autores do crime.
O delegado afirma que Santos cumpre pena por roubo na Colônia Penal Agrícola, em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba. D., 20 anos, está solto. Segundo Amaro, o inquérito sobre o caso foi enviado ao Ministério Público de Londrina com pedido de internamento dos acusados, o que foi negado. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, os acusados poderiam ficar presos pelo crime que cometeram até os 21 anos. ''A partir dessa idade eles seriam soltos compulsoriamente'', afirma.
O promotor da Vara da Infância de Londrina, Tiago de Oliveira Gerardi, explica que não acatou o pedido porque eles deveriam ser encaminhados para o Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi) e o local não tem espaço para abrigá-los, já que os dois têm mais de 18 anos. Outra alternativa seria enviar o acusado para o Educandário São Francisco, em Curitiba, mas a instituição também não tem vaga.
Além disso, o promotor explica que como já se passaram mais de dois anos do crime, a Promotoria não tem como pedir uma prisão cautelar. ''O que já está preso, não tem como fazer nada. O que continua solto, vai responder o processo em liberdade'', afirma.


