A vida de Odete Aparecida Pereira dos Santos, 44, deu uma reviravolta depois da chegada ao Instituto Eurobase. Ex-alcoólatra, ela conta que conseguiu superar o vício graças ao apoio das amigas do projeto. ''Brigava muito com meu marido e maltratava os meus filhos. Comecei a questionar o exemplo que estava dando às crianças'', disse.
No instituto desde a fundação, ela trabalha com artesanato e ainda ensina a mulheres da região as técnicas que aprendeu com as companheiras. ''Tenho renda, pago todas minhas despesas e ainda cuido do dinheiro do meu marido'', orgulhou-se.
Para Leila Aparecida Ferreira, 29, o apoio da instituição foi fundamental para superar a depressão pós-parto após o nascimento da primeira filha. A criança, que apresentava baixo peso, também recuperou a saúde. ''Amadureci muito. Hoje me envolvo com os problemas da comunidade e até faço parte da Associação de Pais e Mestres da escola'', contou.
Primeira professora de artesanato do Eurobase, Maria Aparecida Pereira Martins, 44, obtém da produção do instituto a renda para custear as próprias necessidades. ''Sabia fazer bastante coisa, comecei a ensinar e hoje aprendo com as amigas'', revelou. A artesã acredita que, quando todas trazem novas ideias, o produto melhora e o negócio cresce. ''Aqui somos igual a uma família.''
Vindas de uma realidade onde não havia espaço para sonhos, elas hoje planejam o futuro em conjunto. ''Queremos conseguir mais material, aumentar as vendas e trazer mais pessoas para trabalhar. Nossa vontade é que o instituto cresça muito.''

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