O vestibular da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná chega hoje ao fim sem nenhum incidente grave. Ao contrário do primeiro dia, marcado por atrasos de candidatos em razão dos congestionamentos nas proximidades do câmpus Curitiba, no bairro Prado Velho, ontem o Batalhão de Polícia de Trânsito de Curitiba (BPTran) aumentou o policiamento e o número de atrasados se restringiu a três pessoas, segundo o presidente da Comissão de Vestibular, Elmo Britto. Entre faltas e atrasos, o vestibular chega na reta final com 512 candidatos a menos, o correspondente a 3,5% dos 14.448 inscritos. A prova de ontem foi de história, matemática e bilogia e hoje é de geografia, física e química.
Grande parte dos vestibulandos também mostrava-se mais tranquila. Juliano Rodrigo Martynetz, 18 anos, que está disputando uma vaga de Medicina, disse que ‘‘os dois dias estavam super-fáceis’’. Florinda Amorim, 18, também candidata à Medicina, acha que ainda depende da prova de hoje para comemorar. Assim como ela, Carlos Eduardo Alves, 17, outro concorrente à Medicina, considerou as questões de biologia mais difíceis, por exigirem pouco raciocínio e ‘‘muita decoreba’’.
Nos dois dias 58 pessoas procuraram atendimento, a maioria com dores de cabeça e de estômago. Esse número é 30% menor do que em outros anos, o que mostra que o pessoal está mais tranquilo.
Para diminuir a ansiedade de pais, mães, familiares, amigos e namorados que aguardam os candidatos, a reitoria da PUC organizou uma atividade diferente este ano: sessões de relaxamento e alongamento. ‘‘Eu cheguei nervosa e agora sempre saio mais calma’’, dizia a auxiliar de odontologia Ivete Maria Silva, que está acompanhando a filha Patrícia, 23, candidata à uma vaga de Odontologia. Outra que aprovou a sessão de relaxamento foi a professora Eliete Lima, cuja filha Aline, 17, tenta uma vaga para Veterinária. ‘‘Eu não sou novata, mas sempre fica nervosa’’, dizia ela, que já acompanhou outros três filhos em vestibulares.

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