HISTÓRICO DO JULGAMENTO
1º dia - Celina Abagge disse que o conhecia o pai-de-santo Osvaldo Marcineiro, mas que na hora do assassinato estava numa festa.
2º dia - Beatriz admite que frequentava o terreiro de Marcineiro, mas negou ter presenciado rituais.
3º dia - Inicia-se a leitura das quase 1.500 páginas do processo. São exibidas fotos chocantes do suposto corpo de Evandro.
4º dia - Figueiredo Basto, advogado de defesa, pede à juíza Marcelise Lorite que reduza a leitura dos autos.
5º dia - Figueiredo Basto diz que pedirá a prisão de quatro testemunhas da acusação por falso testemunho.
6º dia - Juíza pede que a leitura dos autos do processo seja agilizada. Interrogatório das testemunhas é adiado.
7º dia - Leitura de peças da acusação extrapolando prazo previsto. Interrogatório das testemunhas é novamente adiado.
8º dia - Começam a ser lidas as peças apresentadas pela defesa.
9º dia - Celina e Beatriz Abagge reconhecem entre os espectadores quatro agentes à paisana de grupo secreto da PM acusado de ter torturado as rés na época do crime.
10º dia - O médico legista Raul Rezende, testemunha da acusação, se suicida com tiro na cabeça. Rezende examinou Celina e Beatriz Abagge em julho de 1992, afirmando que ambas não possuíam lesões que denotassem tortura.
11º dia - Advogados de defesa afirmam existir uma carta de despedida deixada pelo médico legista Raul Rezende.
12º dia - Perito criminal Arthur Drischel, que realizou o laudo cadavérico, é o primeiro a depor.
13º dia - Drischel diz que corpo examinado poderia não ser de Evandro, e que mãos e pés do garoto haviam sido cortados com precisão cirúrgica.
14º dia - Juíza suspende sessão para descanso.
15º dia - Primeira testemunha de acusação, o delegado da Polícia Federal José Schueiri, diz ter ouvido Beatriz confessar o crime.
16º dia - Médico legista Francisco Moraes e Silva, diretor do IML, desmente as informações prestadas pelo perito Arthur Drischel. Defesa diz que vai pedir a acareação das duas testemunhas.
17º dia - Defesa afirma que existem novas contradições no depoimento de Moares e Silva, que teria fornecido informações diferentes durante o processo.
18º dia - Continua depoimento de Moraes e Silva. Julgamento já é o mais longo da história do Brasil.
19º dia - Promotoria termina de interrogar Moraes e Silva.
20º dia - Promotor Celso Ribas levanta dúvidas sobre a identidade do cadáver sepultado em Guaratuba. Termina interrogatório de Moraes e Silva.
21º dia - Começa depoimento da odontolegista Beatriz Sotile França, que confirma que o menino morreu por asfixia.
22º dia - Promotor Celso Ribas diz ter certeza que os restos mortais de Evandro foram trocados ou retirados da sepultura.
23º dia - Delegado que presidiu inquérito, João Ricardo Noronha, depõe e diz que Beatriz não mencionou, durante seu o interrogatório na prisão, ter sido estuprada por policiais militares.

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