O histórico da empresa BS Colway Pneus, de Piraquara, é cheio de contestações na área ambiental. Está na Justiça um processo que questiona a autorização que permitiu a construção da fábrica de remodelagem de pneus em área de manacial.
Além disso, a licença de importação de pneus usados, matéria-prima da BS Colway, é investigada por uma auditoria do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Esse caso motivou o afastamento do gerente-geral do instituto, Luis Antônio Nunes de Melo, mais conhecido como Manaus. O empresário Francisco Simeão Rodrigues Neto disse que esses casos estão sendo contestados e são passados.
Na auditoria do Ibama, o setor jurídico do órgão federal apura a concessão da autorização para importar mais de 1 milhão de pneus sem utilidade. A importação de usados está proibida por uma portaria, de setembro do ano passado, do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. ''O que o gerente do Ibama fez foi obedecer a lei e me dar uma autorização válida, é um absurdo o que estão investigando'', justificou Simeão.
O empresário disse que as pressões e investigações que sofre se deve ao forte lobby das grandes empresas de pneus que temem a concorrência das empresas remodeladoras. De acordo com ele, o setor das remodeladoras movimenta entre R$ 50 milhões a R$ 60 milhões por ano.
Simeão disse que o setor respeita o meio ambiente. ''O assunto de pneus importados é polêmico, mas pouca gente entende dele'', afirmou, tentando justificar as críticas e denúncias que giram sobre sua empresa. (I.R.)

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