Curitiba - O relacionamento da adolescente e do ex-namorado teve início em fevereiro do ano passado e durou aproximadamente um ano. Depois do nascimento da filha, eles moraram juntos por um mês em uma casa no bairro Cajuru, comprada pela mãe da garota. "Ele não trabalhava e a gente levava as coisas lá. Ele batia nela", lembra a mãe da jovem. A adolescente desistiu do relacionamento há três meses, depois que passou a sofrer agressões físicas.
Quando voltou a morar com os pais, ela sofria ameaças do ex-namorado e era constantemente abordada por ele na rua. Para se afastar do jovem, ela passou a morar com um tio em um bairro próximo à escola onde estuda, mas queria voltar para casa para continuar a trabalhar com a venda de cosméticos. "A gente já estava avisada que se encontrasse com ele era para pedir ajuda", lembra a prima.
Antes do seqüestro de ontem, a jovem já estava preocupada com as ameaças dele. Esta foi a terceira vez que ele atentou contra a garota e sua família. No mês passado, ele levou a filha da casa da ex-namorada e ficou foragido por duas horas. Na ocasião agrediu a avó da jovem, de 72 anos. Em outra circunstância, ele fez ameaças aos pais da adolescente. "Espero que ele seja preso e pague pelo que fez. Se continuar solto, pode acontecer o pior", afirma a mãe da garota. Até o fechamento desta edição, o jovem não havia sido encontrado pela PM. (C.G.B.)

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