A exemplo de Santa Fé, a cidade de Tupã, no interior de São Paulo, também reivindica o título de capital brasileira da fotografia. A história da cidade paulista de 62 mil habitantes no ramo das formaturas é mais antiga, tem início da década de 70, mas há algumas semelhanças. Entre elas o fato de também ter um fundador de uma empresa que formou várias outras.
Em Tupã, quem deu início à profissionalização do setor de fotografias de formatura foi Eizi Hirano, da Empresa Fotográfica Hirano. O empresário é tido como o precursor da fotografia profissional de formaturas no País.
''O Hirano chegou a fotografar 100 mil formandos por mês. Para isso tinha uma frota de 300 veículos e dois aviões. Na década de 90 ele parou com as formaturas e o pessoal que trabalhava para ele seguiu 'carreira solo'. Hoje Tupã tem mais de 50 empresas que trabalham com formatura e 20 minilabs. Existem também outras empresas ligadas a essa atividade, como indústrias de álbuns'', conta o comerciante Aílton Bonassa, dono de uma loja de equipamentos fotográficos na cidade e ex-funcionário de Hirano.
Ao contrário de Santa Fé, Tupã não conta com uma entidade que represente a indústria da fotografia no município, daí a dificuldade de obter dados precisos sobre o setor.
Mas aqui, assim como no interior paulista, estão surgindo empresas relacionadas à atividade. Na cidade de Flórida (49 km ao norte de Maringá), já funciona uma indústria que produz álbuns para atender às empresas de Santa Fé. (W.S.)

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