Histórias de fugas já são frequentes
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terça-feira, 10 de junho de 1997
Da Redação 
Tentativas de fuga e rebeliões têm sido constantes nos distritos policiais de Londrina. No 3º DP a última fuga aconteceu no dia 21 de maio. Por volta das 6h20, o ex-PM João Carlos dos Santos, acusado de assalto a banco, aproveitou o início de um tumulto entre os presos e saiu pela porta lateral da cadeia. No mesmo dia, seis presos conseguiram escapar do 2º DP, localizado na vila Santa Terezinha (zona leste).
Em fevereiro, 44 presos conseguiram fugir do 3º DP. Apenas 11 se entregaram ou foram recapturados. A fuga do distrito foi facilitada por um preso de confiança, que tinha funções de carcereiro. Ele exercia a função com a permissão do delegado José Carlos Bassalobre. O delegado foi afastado da função.
No mês passado, uma rebelião envolveu os 75 presos do 3º DP. Eles destruíram os cadeados e as celas e conseguiram chegar ao pátio onde tomam banho de sol. Os presos haviam tentado fuga no dia anterior. Eles reclamavam da superlotação e da insalubridade. Mas o motivo maior da revolta teria sido o espancamento sofrido pelos presos, depois de uma revista feita pelo grupo de choque do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), após a tentativa de fuga.
Após a rebelião, o prefeito Antonio Belinati decretou estado de emergência na área de segurança do município. Com a medida, esperava agilizar a construção da Prisão Provisória, dispensando processo de licitação para escolha da construtora.
O secretário estadual de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, esteve em Londrina e determinou a transferência de presos para outros municípios e a reforma dos DPs. Anteontem, Oliveira retornou à Cidade para participar do anúncio da construção da Prisão Provisória em uma área do jardim Del Rey (zona sul) anexa à Penitenciária Estadual de Londrina (PEL).
Segundo afirmou anteontem o secretário estadual de Obras, Augusto Canto Neto, em 60 dias a parte burocrática deve estar cumprida e a construção iniciada. A previsão é de que em 120 dias, a partir daí, a prisão esteja em funcionamento, com capacidade máxima para 156 detentos. Orçada em R$ 890 mil, a unidade será erguida com recursos da Secretaria de Segurança Pública.
(Luka Morais)


