Historiadora alerta para possível extinção
Há 23 anos estudando a história do município e há quatro na coordenação do Centro de Documentação e Pesquisa Histórica (CDPH) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), a professora Enezila de Lima confessa que mal sabe ao certo quem são os cidadãos honorários de Londrina. Na opinião dela, porém, o detalhe é no mínimo banal da mesma forma que, acredita, têm se tornado banais as homenagens concedidas pela Câmara nas últimas legislaturas. ''Do ponto de vista histórico, interessa muito mais como a cidade se construiu em um trabalho coletivo do que individualmente.''
Doutora em História Social, Enezila não é terminantemente contrária às honrarias, mas observa que, se entregues sem algo que as regulamente, podem ter seu valor extinto em pouco tempo. Situação semelhante, exemplificou, aconteceu no Brasil do século XIX. ''Tornou-se muito comum, na ocasião, a concessão de títulos de barão. Uma hora, o baronato perdeu a importância.'' (J.G.)





