Hippies vão participar da Feira do Sol
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2004
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
A novela dos hippies com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) continua. Uma reunião ontem entre oito hippies e o presidente da CMTU, Wilson Sella, definiu que os artistas continuam sem autorização para trabalhar no Calçadão de Londrina, mas poderão expor seus produtos na Feira do Sol, que deve acontecer aos domingos, no Calçadão.
O presidente ressaltou a criação de um Boulevard dos Artistas onde os hippies poderão expor seus trabalhos junto com os agricultores da Feira Rural e aos artesãos do Centro de Referência do Artesanato de Londrina (Cereal). ''A reunião com os organizadores da feira, que decidirá a divisão dos espaços, acontecerá no próximo dia 17'', lembrou Sella.
Durante todo o encontro, os hippies deixaram claro a vontade de permanecer nas ruas. ''Artesanato não combina com lugar fechado'', disse Maria José Lopes, que vende seus produtos há 15 anos na cidade.
Ela lembra que tudo o que os hippies ganham em Londrina, eles gastam na própria cidade. ''Se nos colocarem em um lugar fechado, vão estar nos matando aos poucos'', reclamou a artista, analisando que o dinheiro empregado pela CMTU no aluguel de um imóvel para os hippies poderia ser repassado a creches e asilos.
Já Sella reiterou a posição que manteve durante toda a semana e proibiu os hippies de estenderem seus panos nas calçadas e praças londrinenses. ''As praças e ruas são lugares dos pedestres'', declarou o presidente, afirmando que a prefeitura está disposta a ceder um local para os artistas produzirem suas peças. ''Vender é outra conversa'', ponderou.
No final da reunião, os hippies se comprometeram a encontrar um local provisório, até que a CMTU encontre um imóvel definitivo.


