Os artesãos que vendiam produtos hippies na praça Marechal Floriano Peixoto, no Centro, continuam sem definição sobre o local para onde irão depois que a prefeitura proibiu a permanência deles na praça, que vai passar por reformas. Provisoriamente, eles permanecem na Avenida Paraná, em frente ao teatro Ouro Verde, também área central de Londrina. A transferência deles para o Centro de Referência de Artesanato de Londrina (Cereal) não é possível porque o local já está cheio.
Segundo o artesão Paulo Cesar Pereira, 31 anos, a prefeitura se comprometeu a discutir com os hippies um lugar adequado para a instalação. ''Nós gostaríamos mesmo de ficar na rua, até porque toda cidade tem os hippies na praça central, já é um costume'', afirmou. Ele garante que a mudança não alterou as vendas, que continuam boas. ''Aqui também é movimentado, é época de Natal, por isso as vendas estão tranquilas'', comentou.
Nem todos têm a mesma opinião. Eliseu Pereira Mendonça, 39 anos, garante que está tendo prejuízo depois da mudança. ''Não teve divulgação e as pessoas não sabem onde estamos. Estou vendendo a metade do que vendia antes''. Segundo Pereira, até a população reclama da mudança. ''O pessoal vem aqui e diz que preferia quando ficávamos na praça''.

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