'Hippies' conseguem agendar reunião e tentam ficar na rua
Alheio às marretadas dos servidores públicos que retiravam o petit-pavet da praça Marechal Floriano Peixoto, Paulo Souza da Silva, de 49 anos, permaneceu fazendo o que faz há 33 anos: artesanato. Instalado embaixo de um pequeno arbusto ele acabou ilhado pelas pedras que iam sendo arrancadas.
''Vim aqui para trabalhar e como não me notificaram sobre nada, continuarei trabalhando até o final do dia.'' Ele contou que foi um dos primeiros artesãos de Londrina e começou a trabalhar na rua com apenas 16 anos expondo ''chinelos de Cristo'' num trecho próximo ao coreto.
O artesão diz que vai continuar trabalhando como sempre fez, só que terá de mudar de ponto. Sua ''ilha'' deveria ser destruída até o final da tarde de ontem.
Silva é um dos cerca de 20 artesãos autônomos, ou ''hippies'' como são mais conhecidos'', que usam a praça Floriano Peixoto para exporem suas produções. Eles reclamaram que não foram avisados sobre o início dos trabalhos de reforma e acabaram conseguindo agendar uma reunião para às 10 horas de hoje com a CMTU.
Antônio Carlos Dias, 34 anos, apontou que os ''hippies'' vão permanecer no Calçadão em frente à praça até que seja definido um espaço permanente. Uma das opções apontadas por eles é um trecho de estacionamento ao lado da Catedral Metropolitana.





