Mário CésarPeritos do IC
trabalham no
retrato falado
do criminosoO Instituto de Criminalística de Londrina pretende fazer regressão hipnótica em todas as testemunhas da morte do empresário Júlio César Marino. Ele foi assassinado com quatro tiros no início da tarde de quarta-feira, em sua casa na Rua Farrapos, 145, área central. Os técnicos do IC de Londrina aguardavam ontem à tarde a chegada do psicólogo do Instituto de Criminalística do Paraná, Rui Fernando Cruz Sampaio para fazer a regressão.
Segundo o perito do IC de Londrina, Geraldo Gonçalves Filho, a proposta é fazer as cinco testemunhas voltarem hipnoticamente à cena do crime. ‘‘Hipnotizadas elas vão melhor descrever como ocorreu o assassinato para reconstituirmos a cena do fato’’, explicou. Segundo ele, as testemunhas poderão também descrever com mais clareza o tipo físico do criminoso, o que ajudará na elaboração do retrato falado.
Os peritos criminais de Londrina que estão trabalhando no retrato falado garantiram, ontem pela manhã, que possuíam 50% das feições do criminoso. Eles pretendem chegar a 90% da imagem real do assassino, que é moreno, franzino, possui cabelos encaracolados e curtos e tem um bigode fino. O trabalho deverá estar concluído na terça-feira.
Agora a proposta do IC de Londrina é montar em terceira dimensão o rosto para a polícia ter mais detalhes dos traços faciais do acusado. ‘‘Será a primeira vez que este tipo de tecnologia será aplicada no Brasil’’, garantiu Geraldo Filho. Todos os trabalhos poderão ser atrasados caso os peritos entrem em greve amanhã. Eles estão reivindicando equiparação salarial com os técnicos de outras secretarias estaduais. O indicativo de greve já foi aprovado pela categoria e pelos médicos legistas do Paraná.
O delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Wanderci Corral Fernandes, disse se os trabalhos do Instituto de Criminalísitica pararem, as investigações do caso serão prejudicadas. A principal hipótese da polícia é que o empresário foi executado. Entre os suspeitos do crime está um ex-funcionário que trabalhou da segurança da vítima. Ele teria ficado revoltado porque recebeu R$ 15 mil de uma ação trabalhista contra o Julio Marino, quando esperava ganhar R$ 80 mil.
ParanavaíA Polícia de Paranavaí (Noroeste do Estado) investiga o assassinato do vendedor de carros usados, Ali Thomé, 35 anos, morto na madrugada de anteontem, na casa dele, no jardim São Jorge, com um tiro no ouvido. Segundo a mulher da vítima, dois homens encapuzados entraram na residência do casal por volta das 2 horas. Um deles teria atirado em Thomé, usando um travesseiro para abafar o estampido provocado pelo disparo da arma. Os assassinos, segundo a polícia, tentaram simular um assalto, mas não levaram nenhum objeto.

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