Arquivo FolhaO controle da pressão é simples e suficiente para reduzir em até 50% as internações por acidentes cardiovascularesEnquanto o ideal não acontece, é preciso resolver os muitos problemas de atendimento à saúde. A farmácia básica, a prevenção de hipertensão e a central de transplantes são alguns dos programas que a Secretaria de Estado da Saúde desenvolve para minorar problemas que mais afligem a população. A hipertensão, por exemplo, é a primeira causa de morte não violenta em todo o País. Só perde para acidentes de trânsito.
A hipertensão atinge 15% de toda a população adulta brasileira e é grave também no exterior, pois 20% da população mundial acima de 29 anos de idade é hipertensa, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. A doença multiplica os riscos de acidentes cardiovasculares, deteriora a qualidade de vida dos sobreviventes e tem um alto custo social: um terço de todos os transplantes renais se deve à hipertensão.
Mas o simples controle da pressão é capaz de reduz em até 50% as internações por acidentes cardiovasculares. A prevenção, portanto, é altamente econômica para o Estado e benéfica para o paciente. Com base nesses e em outros números o Governo do Estado elaborou um documento em parceria com a Sociedade Paranaenses de Cardiologia, chamado ‘‘Atualização em Hipertensão Arterial’’. Ele foi distribuído aos médicos do Paraná e, paralelamente, a Secretaria de Saúde lançou o Programa Estadual de Controle da Hipertensão, que já atendeu 70 mil pacientes e tem por meta chegar a 200 mil hipertensos.
‘‘O programa está implantado em sete Regionais de Saúde - Maringá, Francisco Beltrão, Campo Mourão, Umuarama, Cianorte, Pato Branco e Guarapuava -, abrangendo 152 municípios. Desde junho, quando começou a funcionar, o programa distribuiu 10 milhões de comprimidos de remédios’’, informa Michele Caputo Neto, diretor geral do Cemepar - Centro de Medicamentos do Paraná.
A Sesa fornece aos municípios um elenco de medicamentos de largo uso contra a hipertensão, assessora tecnicamente a prefeitura e oferece bibliografias sobre a prescrição e uso dos medicamentos. Aos municípios cabe organizar o atendimento médico e de enfermagem, assim como desenvolver atividades relacionadas ao tratamento não farmacológico, cadastrando e monitorando os pacientes hipertensos de seu território.
Estas explicações estão no manual de ‘‘Atualização em Hipertensão Arterial’’, assinado pelo Secretário da Saúde, Armando Raggio, o presidente da Sociedade Paranaense de Cardiologia, Hélio Germiniani, e pela diretora de Cardiologia Preventiva da Sociedade, Maria do Rocio Peixoto de Oliveira.
O hipertenso é cadastrado pelo médico de seu município e o médico definirá como será o atendimento e o tratamento não farmacológico, que inclui palestras, caminhadas e orientação sobre o tratamento. É essencial que o paciente não abandone o tratamento e faça a medição da pressão regularmente. Todo hipertenso cadastrado recebe a Carteira do Hipertenso, em cuja capa são anotados seu nome, o da prefeitura e o da sua unidade de saúde. Nas duas páginas internas marcam-se a data, a pressão, o peso e o medicamento utilizado pelo paciente. Com isso, o médico tem um resumo fidedigno da evolução do tratamento. Na contracapa estão conselhos úteis aos hipertensos e aos adultos de um modo geral.

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