Curitiba - Muitos brasileiros sofrem de um problema que, nem sempre, se manifesta rapidamente. Estamos falando da hipertensão arterial, que é uma condição clinica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados da pressão arterial. De acordo com cardiologista José Antonio Pantarolli, a doença associa-se a alterações funcionais e/ou estruturais em órgãos, como coração, cérebro, rins e vasos sanguíneos, e a alterações metabólicas.
''Não há uma causa única. A hipertensão é uma doença multifatorial, ou seja, há vários fatores que contribuem para o desenvolvimento da hipertensão'', destaca o médico da Paraná Clínicas Planos de Saúde Empresariais. Existem fatores não modificáveis (fator genético, idade, gênero, raça) e modificáveis (consumo de sal, álcool, sedentarismo, obesidade, estresse, tabagismo).
O tratamento do hipertenso deve levar em consideração o risco cardiovascular global e tem como principal objetivo prevenir desfechos cardiovasculares. ''Temos o tratamento medicamentoso e o não medicamentoso, como mudanças gerais de hábitos de vida.''
Para evitá-la é preciso atuar sobre os fatores de risco modificáveis, como o controle do peso e ter um padrão alimentar saudável. Os fatores de risco mais importantes para hipertensão, segundo o médico, são: idade, raça negra, baixa escolaridade, histórico familiar de hipertensão, excesso de peso, consumo de bebidas alcoólicas, sedentarismo, ingestão excessiva de sal e estresse psicológico.
''A alimentação consiste em consumir uma dieta rica em frutas e vegetais, alimentos de baixo teor de gorduras saturadas e moderar a ingestão de sal para um nível de 2 a 5 g no máximo ao dia'', ressalta.
É importante seguir a orientação alimentar, manter o peso corporal normal (IMC = 18,5 a 24,9 kg/m2), moderar o consumo de álcool e praticar exercícios físicos, caso contrário, as consequências podem ser: infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico e necessidade de revascularização do miocárdio.

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