Hipertensão arterial atinge 30% da população
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sábado, 03 de maio de 2003
Carolina Avansini<br> Reportagem Local 
Quase 30% da população mundial sofre de hipertensão arterial (pressão alta). Metade dessas pessoas, porém, não sabe que tem a doença. Por isso, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) promoveu, no dia 26 de abril, o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. Em Londrina, a data foi lembrada ontem com uma campanha para estimular as pessoas a conhecerem melhor sua pressão. Durante todo o dia, quem passou pelo calçadão, Rodoviária, Shopping Royal Plaza, Zerão e Lago Igapó 2 pôde medir a pressão e receber material informativo sobre como prevenir e controlar a doença.
De acordo com a cardiologista Divina Seila de Oliveira, representante da Fundação do Coração (Funcor) em Londrina, como a hipertensão não apresenta sintomas, a única maneira de investigar a ocorrência do problema é fazer a medição. ''Isso deve ser feito pelo menos uma vez por ano'', disse. Em hipertensos ou pessoas com parentes portadores da doença, a regularidade precisa ser maior.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) revela que a pressão alta é um dos principais fatores para desenvolvimento de doenças cardiovasculares, responsáveis por 33% das mortes dos brasileiros. O hipertenso, segundo a entidade, tem de três a cinco vezes mais chances de sofrer um derrame; duas a três vezes mais chances de desenvolver infarto do miocárdio; e quatro vezes mais chances de apresentar insuficiência cardíaca.
A doença pode ocorrer em qualquer idade, mas sua frequência é maior em homens com até 50 anos, mulheres com mais de 50 anos, diabéticos, filhos de hipertensos e negros. Além disso, fumantes e mulheres que tomam anticoncepcionais têm riscos aumentados.
O aposentado Paulo Monteiro da Silva, 68, sofre de hipertensão arterial e aproveitou a campanha do calçadão para medir a pressão, que estava alta. Advertido pelo médico, ele prometeu que iria se cuidar melhor. Há dez anos, Silva toma remédio todos os dias para controlar a doença. O problema é que não aboliu alguns comprtamentos de risco da sua rotina. ''Fumo um pouco e tomo uma cervejinha'', contou.
Iraci Lopes Paixão, 56, também sofre de hipertensão mas segue criteriosamente as recomendações médicas. Por isso, comemorou quando descobriu que sua pressão estava boa, ao fazer a aferição com os profissionais da campanha. ''Estou fazendo dieta para emagrecer, controlo o sal e faço caminhadas diariamente. Nem preciso tomar remédio'', disse.
A cardiologosta Divina de Oliveira considerou excelente o movimento, pela manhã, de pessoas na barraca montada ontem no Calçadão. ''A fila está tão grande que tivemos que pedir reforços.''


