A tarde de ontem no 1º Seminário de Atenção à Saúde Integral da Adolescência e Juventude Brasileira, que está sendo realizado em Londrina até hoje, teve música, dança e grafitagem. A oficina de Hip Hop ministrada pelo Bboy (dançarino de rap), Sérgio Ezequiel de Souza, 23 anos, ou simplesmente Sergin, levou centenas de adolescentes de escolas públicas de periferia até o Hotel Sumatra.
''Ninguém é vítima enquanto estiver de pé. Somos oprimidos mas temos que continuar lutando'', ensina o rapaz, que na sua juventude já cometeu furtos, foi usuário de drogas e se envolveu com gangues. ''Não estamos para aqui para dar respostas. Também queremos perguntar'', sentenciou ele, que já registrou em livro sua própria história e hoje dá aulas nos programas municipais Viva Vida e Rede da Cidadania.
E enquanto o hip hop ditava o tom no congresso, grafiteiros demonstravam sua arte ao ar livre. Hugo Fabiano Rocha, 22 anos, trabalha como oficineiro da Rede e entende o grafite como forma de expressão e de comunicação visual. ''Existe preconceito por tudo. Pelo jeito que a gente se veste, fala e dos nossos amigos'', lamentou ele. Por outro lado, entende que o espaço está se abrindo para o grafite, tanto que hoje ganha a vida trabalhando com as latinhas de spray.
Seu colega de profissão também reclama do preconceito mas já tem história para contar desde que começou a grafitar profissionalmente há três anos. ''Pixei na rua e foram atrás de mim mas não conseguiram me pegar. Mas depois, acabei sendo convidado para fazer um trabalho no Batalhão da Polícia Militar'', recordou o grafiteiro profissional que dedica-se a pintura de capacetes, fachadas ''e o que pintar''.

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