Terminou ontem o 2º Encontro de Referência sobre a Cultura Hip Hop para agentes Culturais de Londrina. O evento, organizado pela Rede da Cidadania da Secretaria Municipal de Cultura, faz parte do Projeto Expressão Hip Hop e visa formar agentes para difundir a cultura na cidade. Ele foi dividido em quatro oficinas - Rap, Dança de Rua, D.J. e Grafite -, ministradas por integrantes da Casa do Hip Hop de Diadema (SP) e foi realizado durante toda a semana, reunindo cerca de 100 pessoas já iniciadas no movimento.
De acordo com o coordenador da rede, Luciano Bitencourt, o projeto é dividido em três partes: formação de formadores, oficinas e o festival de Hip Hop. ''As oficinas servem para formar novos agentes para difundir a cultura. Muitos jovens procuram outras atividades para manifestar suas angústias e sentimentos, como criminalidade e uso de drogas. Essas manifestações podem ser feitas pelo Hip Hop, que dá prazer, mas não cobra uma fatura tão cara qaunto as drogas'', observou Bitencourt. Esses agentes ministrarão oficinas em sete pontos da cidade (24 no total). A expectativa dos organizadores é de que pelo menos 600 jovens participem. Após as oficinas será realizado um festival de Hip Hop.
As letras das músicas retratam o cotidiano da perifia. Cada autor relata o que viveu, presenciou ou sentiu. ''É uma forma de colocar para fora o que a gente sente. O Hip Hop é uma cultura. Nós crescemos na periferia escutando rap ou vendo grafite'', contou Psico, integrante do grupo Irmãos do Gueto. Ele acredita que o movimento pode desviar a atenção dos adolescente das drogas e criminalidade, passando a conhecer algo positivo na vida, podendo até levar o Hip Hop como uma profissão e viver disso. ''Muita gente de Londrina se recuperou do vício e saiu da marginalidade'', garantiu Psico.

mockup