O prefeito da cidade japonesa de Himeji, Kazuhiro Horikawa, diz que sua cidade vem tentando diminuir os problemas de adaptação dos descedentes brasileiros que ainda migram ao Japão em busca de emprego. Kazuhiro, que visitou Curitiba ontem, informa que a administração local vem proporcionando intérpretes para ensinar japonês aos brasileiros e também dá aulas aos filhos. Em Himeji, existem 600 dekasseguis brasileiros e 900 outros vindos da América Latina.
O diretor de Relações Internacionais de Himeji, Yamada Ken-ichi, conta que o maior problema dos brasileiros é adequar-se à realidade japonesa. ‘‘Eles desobedecem costumes locais, como a limpeza voluntária das margens de rio, feita por toda a população’’, diz Yamada, afirmando que eles acabam sendo taxados de desinteressados.
Kraw PenasTakero Kishi, professor voluntário de japonês, morou 8 anos no Brasil e hoje dá aula para 50 brasileiros no JapãoYamada conta que a prefeitura vem usando voluntários japoneses com conhecimento na língua portuguesa e costumes brasileiros. Eles vem atuando como intermediários no processo de adaptação. ‘‘Os brasileiros se sentem limitados por não conseguir conversar com os demais moradores da cidade’’, conta Takero Kishi, professor voluntário de japonês, que dá aula para 50 brasileiros. Ele morou por 8 anos em Londrina, há 30 anos.
Takero diz que este tipo de apoio vem reduzindo a distância cultural entre brasileiros e japoneses. ‘‘Os adultos estão podendo conseguir empregos de qualidade e as crianças estão tendo aulas’’, diz Takero. A maioria dos brasileiros trabalha em lojas de conveniência, produzindo bentô (um alimento típico japonês). Yamada diz que talvez por causa dos programas o índice de desemprego de brasileiros na cidade é quase nulo. ‘‘Mas outro fator é que há migração dos brasileiros desempregados para outras cidades de maior porte, atrás de empregos’’, complementa.
Intercâmbio - O prefeito de Himeji, Kazuhiro Horikawa, entregou ao prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi, uma maquete do Castelo de Himeji. O castelo foi tombado como Patrimônio da Humanidade, da mesma forma que as Cataratas do Iguaçu. ‘‘É mais um símbolo da reciprocidade entre as duas cidades, que desde 1984 são cidades-irmãs’’, acrescenta Taniguchi.
Taniguchi diz que o intercâmbio entre as duas cidades vai além do castelo, com a troca de técnicos e de estudantes, que vem conhecer um pouco mais dos costumes do Brasil. ‘‘Nossos técnicos querem buscar soluções para o trânsito, por isso queremos conhecer o trabalho de Curitiba, que é um exemplo mundial’’, diz o prefeito de Himeji. Taniguchi informa que ténicos da prefeitura vão procurar nova tecnologias na área de meio ambiente.Kraw PenasDez adolescentes de Himeji que estão conhecendo a cultura e o sistema educacional de sua cidade-irmã participaram da solenidade em comemoração ao 15º aniversário da irmandadeEm Himeji, há 600
dekasseguis brasileiros
e outros 900 vindos
da América Latina

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