Herwig receberá pedido de duplicação
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segunda-feira, 09 de junho de 1997
Marcos Zanatta Maringá 
Lideranças políticas das principais cidades cortadas pela PR-323 no Noroeste do Estado se reúnem esta semana com o secretário de Transportes, Heinz Herwig, para cobrar a duplicação do trecho da rodovia, entre Maringá e Paiçandu. A morte da estudante Luzia Jocieli Godoi, 12 anos, atropelada por um caminhão na rodovia, na semana passada, mobilizou prefeitos e vereadores de toda a região, que pretendem acompanhar o movimento pela duplicação dos sete quilômetros da rodovia entre as duas cidades.
Após o enterro de Luzia, na terça-feira da semana passada, alguns moradores de Paiçandu fecharam a estrada por mais de uma hora. O prefeito Jonas Lima (PTB) se mostrou preocupado com as manifestações espontâneas. Ele acha que sem organização, o risco de acidentes com pessoas é ainda maior. Precisamos organizar um movimento para termos força e não permitir que moradores fechem a rodovia usando crianças, como aconteceu na semana passada, afirma.
Junto com prefeitos e vereadores dos municípios cortados pela rodovia, Lima pretende apresentar uma proposta alternativa para melhorar a segurança no trecho. A prioridade imediata, segundo ele, é dar segurança aos moradores da cidade. Para isso, ele pretende cobrar a instalação de quatro semáforos na área urbana da rodovia.
Mas o problema não atinge apenas os pedestre ou os moradores de Paiçandu, explica Lima. Ele diz que apesar da distância pequena entre os dois municípios, nos horários de maior movimento é preciso 40 minutos para ir de uma cidade a outra. Precisamos urgentemente da duplicação do trecho, ou no mínimo a pavimentação da terceira pista nos pontos mais críticos, afirma.
Prefeitos de outros municípios cortados pela PR-323 querem a inclusão da rodovia no Anel de Integração. O prefeito de Cianorte, Flávio Vieira (PPB), alerta que com a conclusão da ponte de Guaíra, ligando Paraná e Mato Grosso do Sul, a rodovia terá um movimento ainda maior.
Lima afirma que todo o trânsito dos estados de Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com destino ao Centro-Oeste, vão passar pela estrada. A distância em relação ao caminho utilizado hoje passa dos 200 quilômetros, calcula.
As lideranças políticas querem uma resposta imediata do Estado para o problema. Em uma reunião realizada na semana passada, ficou definido que prefeitos, vereadores e políticos de toda a região vão acompanhar Lima na reunião com Herwig. Se o governo não apresentar nenhuma proposta no prazo de 30 dias, pode ser criado um movimento para chamar a atenção da opinião pública, inclusive com o fechamento da rodovia por um período mais prolongado.


