O secretário de Obras de Londrina, Sandro Nóbrega, ainda destaca como prioridade o problema do asfalto e a manutenção das pontes e viadutos. "Uma das nossas obrigações é fazer a manutenção do pavimento para evitar que ele piore. Pelo menos nos últimos 10 anos com certeza não foram tomadas providências para manter o pavimento e as cabeceiras das pontes. São heranças que recebemos e temos a obrigação de entregar para a população. Estamos reavaliando as planilhas de valor em busca de formas de viabilizar esses valores", salienta.
O tempo estimado para recuperar a pavimentação de cinco milhões de metros quadrados em todo o município é de quatro anos. A Usina de Asfalto, conforme informado pelo secretário, tem capacidade para atender uma parte considerável. "Quando ela estiver em plena capacidade de trabalho, é possível produzir um milhão de metros quadrados por ano. Não sabemos se isso realmente vai acontecer nesse período ou se vamos conseguir melhorar a capacidade. A matéria-prima já está incluída em nossas aquisições, mas o problema é a contratação de mão de obra, que não temos em orçamento no momento", avalia.
Quanto às Avenidas Guilherme de Almeida e Castelo Branco, ambas na zona sul, interditadas devido aos estragos causados pelas chuvas, Nóbrega afirma que os projetos não foram feitos de acordo com as boas técnicas. Ele explica que na Castelo Branco a pressão adicional sobre o muro de arrimo construído na lateral da cabeceira da ponte não tem uma fundação adequada e acabou rompendo um arrimo feito de tijolo maciço embaixo da ponte, o que também não é adequado. "Provavelmente vamos fazer um muro de arrimo com uma placa de aproximação, que é uma técnica para evitar o recalque na cabeceira da ponte", informa.
Já na Guilherme de Almeida, a situação é mais complexa. "Determinei à engenharia de loteamento que trace diretrizes de drenagem para toda aquela região para uma bacia maior até a área de preservação. Isso dará diretrizes para os prováveis loteadores do local e para que tenhamos a contratação de um projeto de drenagem que contemple corretamente. Após esse projeto será feito um orçamento da parte que cabe à prefeitura para depois ser realizado um processo licitatório", detalha.
Paralelamente a isso, a prefeitura encontrou uma boca de lobo de água pluvial fechada, impedindo a drenagem da água. O proprietário da área em frente ao local já foi comunicado e está tomando providências, conforme anunciado por Nóbrega. (M.O.)

mockup