O ministro da Saúde, Carlos Cezar Albuquerque, anunciou em Foz do Iguaçu, durante o Encontro de Ministros da Saúde dos Países do Mercosul, que o Brasil vai adotar campanha de vacinação em massa contra a hepatite B em outubro. O ministro disse ainda que os estoques vencidos da vacina, como em Cascavel, não são culpa do Ministério. Ele responsabilizou as regionais de saúde pela falta de controle em relação às vacinas.
Segundo o ministro, o Brasil começa a se preparar para ingressar no sistema de rotina para vacinação contra a hepatite B. A primeira campanha, segundo ele, está prevista para outubro. Os lotes devem chegar até o final de julho e, em seguida, começa a distribuição.
Atualmente, o Ministério da Saúde proporciona vacinas contra a hepatite B apenas para regiões endêmicas ou em alguns casos de grupos de riscos, como em presídios. ‘‘Se está faltando vacinas em algumas cidades ou é porque querem precipitar a vacinação em massa ou porque estão com grupo de risco e não querem fazer alarde. O ministro precisa ficar sabendo disso’’, afirmou.
No caso específico de Cascavel, onde foram constatados casos de estoques vencidos da vacina, Albuquerque disse que ‘‘se as ampolas estão vencidas é porque alguém estocou o produto’’.
O Ministro cobrou uma apuração maior no problema ocorrido em Cascavel. ‘‘É preciso verificar se as vacinas já chegaram vencidas na cidade ou se elas ficaram estocadas. Nesse último caso o secretário da Saúde tem que se explicar’’, disse.
Na avaliação de Albuquerque, o encontro de técnicos e ministros da Saúde dos países do Mercosul e do Chile deve surtir efeitos nos próximos meses com o acordo para integração do setor.
Uma das experiências que devem ser colocadas em prática são as campanhas de vacinação em conjunto. O Banco Mundial, patrocinador do encontro, se propôs a financiar campanhas para os países pobres da América Latina.

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