Hepatite afasta 7 crianças de CEI na Zona Sul
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quinta-feira, 31 de julho de 2008
Fernanda Borges e Fernando Rocha Faro<br>Reportagem Local 
Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Pensando nisso, a precaução foi a primeira atitude da dona de casa Maria Paulino, 68 anos, para preservar a saúde do neto ao perceber o aumento no número de casos de hepatite A no Conjunto São Lourenço (Zona Sul de Londrina). O garoto Gabriel, 3, ficou cerca de 15 dias em casa, contando o tempo das férias. Desde segunda-feira, no entanto, ele voltou às atividades normais.
Outras sete crianças, que assim como Gabriel são atendidas pelo Centro de Educação Infantil (CEI) Padre Boaventura, não tiveram a mesma sorte e estão afastadas para tratamento médico. ''Me avisaram e eu não trouxe mais meu neto para a creche. Fiquei com ele em casa mais para garantir a saúde dele. Agora disseram que já posso ficar tranquila. Acho que isso é passageiro'', comentou Maria.
A diarista Elza Severo da Silva, 51, também tomou medidas preventivas para proteger os netos Pedro Henrique, 3, e Miriam, 2. ''Fiz muito chá de picão para eles'', contou a avó. Preocupação justificada pela situação da família, uma vez que o filho e o genro dela ficaram dias internados por causa da enfermidade. ''Estou trazendo os netos para a creche porque o médico liberou e garantiu que não há mais risco'', acrescentou.
Hoje o CEI Padre Boaventura é responsável pelo atendimento de 168 crianças de até 5 anos. De acordo com a direção da escola, o problema começou no início de junho, quando os pais de uma criança justificaram as faltas do filho por conta da doença.
''Depois desse caso, cerca de um mês depois, outra criança apareceu doente. Nós mesmos percebemos que ela apresentava os sintomas, principalmente os olhos amarelados'', comentou uma das funcionárias da instituição, que preferiu não se identificar.
Antes das férias pelo menos mais duas crianças apresentaram os sintomas da hepatite, e até ontem, poucos dias após o retorno das aulas, a escola registrou outros três casos.
''Não é um problema com a escola porque trabalhamos sério com a questão da higiene. Chegamos a avisar o pessoal da Secretaria de Saúde sobre os casos, mas eles vieram até aqui só uma vez, nos entregaram alguns panfletos e ficou por isso mesmo'', completou a funcionária. As sete crianças que continuam em tratamento permanecem sob atestado médico e só retornarão à creche após se recuperarem da doença.
Moradora das proximidades, a dona de casa Lourdes Vieira Gerin, 68, cria cinco netos desde a morte da filha. Mesmo sabendo que eles estudam em outra escola, ela não deixa de ficar preocupada com a situação. ''Não tinha ouvido nenhum comentário sobre essa doença por aqui. Mas a gente fica preocupada com as crianças'', afirmou. Outra mulher que mora na vizinhança também comentou que a existência de casos de hepatite no bairro é motivo de preocupação para todas as mães da área.


