A incidência de diversos casos de Hepatite do tipo A, em vários municípios do Vale do Ivaí (região centro-norte) está preocupando o setor de epidemiologia da 16ª Regional de Saúde (Apucarana). A situação que mais chama atenção das autoridades é a de Jandaia do Sul, onde foram registrados 40 casos em 2000 e, agora em janeiro, já existem 7 pacientes com suspeita de ter contraído a doença.
Por enquanto, a saúde pública revela que apenas um único caso de Hepatite A foi confirmado nos últimos dias em Jandaia. Para os demais casos foi feita sorologia e remetida ao Laboratório Central do Estado, em Curitiba. ‘‘O número de casos é significativo, mas não caracteriza um surto’’, declarou ontem Lúcia Bonofíglio, chefe do setor de epidemiologia da Regional de Saúde.
A epidemiologista argumenta que o quadro neste município não é o mais preocupante. ‘‘De uma maneira geral, existem casos espalhados em várias cidades’’, revelou ela, lembrando que a incidência da doença no Vale do Ivaí, justificou a realização, recentemente, de um seminário sobre a Hepatite A.
Conforme explica Lúcia Bonofíglio, a Hepatite do tipo A é altamente contagiosa e torna-se difícil detectar por onde começa o primeiro caso. ‘‘Felizmente não tivemos nenhum óbito, e temos certeza de que equipes de todas as cidades estão fazendo o controle da doença, ao mesmo tempo em que ampliam a parte educativa, para evitá-la’’. De acordo com a epidemiologista os aspectos higiênicos são de grande importância para a redução de casos e controle da situação. A transmissão acontece por via oral e fecal.
O secretário de saúde de Jandaia do Sul, Valmir Inácio de Oliveira, diz que o município tem 99% de domicílios servidos com água tratada e 66% com rede de esgoto, mas a coleta de lixo era bastante precária, gerando a proliferação de moscas. Segundo ele, a doença está atingindo principalmente crianças, e isso reforça a necessidade de ampliar o trabalho educativo nas escolas.

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