Hemocentro se prepara para queda de doações
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 24 de novembro de 2006
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Termina amanhã a Semana Nacional do Doador Voluntário de Sangue, que coincide com uma época em que os bancos de sangue começam a se preparar para um período de ''entressafra'', causado pelas festas de final de ano e férias escolares. No Hemocentro Regional de Londrina, que funciona junto ao Hospital Universitário (HU), os doadores, cadastrados ou não, estão sendo convidados a mais uma vez dar a sua contribuição para salvar vidas. Como agradecimento, amanhã à tarde eles serão recebidos com uma apresentação de coral e um café da tarde especial.
''Na época de Natal e Ano Novo cai em até 50% o número de doares, enquanto a demanda permanece ou até aumenta, em se tratando dos atendimentos de emergência'', observa a assistente social do hemocentro, Eliana Aparecida Palu Rodrigues. Com tanta gente viajando e as universidades em recesso, ela lembra que também fica mais difícil a realização de coletas externas.
O banco de sangue utiliza uma média de 750 unidades por mês só no HU, entre bolsas de hemáceas, plaquetas e plasma, que são os componentes do sangue. Embora o número de doadores tenha caído em 2% ao longo deste ano, o hemocentro comemora algumas conquistas: ''66% dos nossos doadores são de repetição (doam sempre) e 84% vieram espontaneamente. Também diminuímos em 2% o índice de inaptidão clínica (doadores impedidos de doar) e em 1% o índice de inaptidão sorológica (quando o sangue chega a ser coletado mas não pode ser utilizado)'', explica a assistente social. Ela lembra que os índices de inaptidão estão bem abaixo dos limites preconizados pelo Ministério da Saúde.
Alheio aos detalhes técnicos, mas ciente da importância que o precioso líquido tem para sua saúde, o aposentado Leandro Pinto Lima, de 74 anos, repetiu ontem a rotina mensal de transfusão a que vem se submetendo nos últimos cinco anos. ''Este sangue é a minha garantia de vida. Com ele eu fico muito melhor e ganho coragem para andar'', diz Lima, que tem diabetes e anemia.
A estudante de enfermagem Dayse Fernanda de Souza, de 26 anos, é uma das responsáveis pela ''injeção de vida'' recebida frequentemente pelo aposentado. Há mais de três anos ela sentiu na pele a importância dos doadores voluntários e tornou-se um deles. ''Tinha um parente meu internado aqui no hospital que precisou de sangue. Naquela época eu doei pela primeira vez, e depois disso tornou-se um hábito'', revela Dayse, que tem um sangue raro, tipo O negativo, o chamado doador universal.
A maioria dos adultos pode doar sangue. Entre outros requisitos, é preciso ter entre 18 e 65 anos de idade, pesar mais de 50 quilos, estar em boas condições de saúde e não apresentar comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis. Mais informações podem ser obtidas pelo fone (43) 3371-2218.


