Hemocentro começa campanha para doação
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domingo, 09 de novembro de 2003
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
O Hemocentro do Hospital Universitário de Londrina (HU) iniciou, este mês, uma campanha para elevar o número de doações voluntárias de sangue. Segundo a diretora técnica do Hemocentro, Cristina Faune, a preocupação é abastecer o banco de sangue para o período de final de ano, quando caem as doações e aumenta o número de acidentes.
''Estamos dobrando o número de saídas do Hemocentro. Temos um estoque razoável, mas estamos nos programando para o final de ano. Costumamos fazer as nossas coletas externas nas universidades e, no período de férias dos alunos, temos dificuldades. Vamos concentrar mais nas empresas e igrejas'', afirmou. Ontem à tarde, uma equipe do Hemocentro iria colher doações na Escola Estadual Leopoldino Ferreira, em Cambé (13 km a oeste de Londrina).
Segundo Cristina, a campanha pela doação voluntária de sangue também está cadastrando pessoas entre 18 e 55 anos para a doação de medula óssea. O transplante de medula é, em muitos os casos, a salvação para portadores de leucemia. ''A gente tem que aumentar o banco de medula. Temos cadastrados 200 possíveis doadores, mas é um número pequeno considerando que a chance de acharmos um doador compatível é de uma em um milhão'', explicou.
De acordo com a diretora, o doador de medula é submetido a um procedimento simples e sem grandes implicações. ''Para o cadastro de doadores de medula a gente coleta cinco mililitros de sangue e mandamos para o laboratório. O doador vai ficar cadastrado no Registro Nacional de Doadores Voluntários (Redoma) e só vai ser chamado quando tivermos um paciente compatível. Para a doação é aplicada uma anestesia no doador e feitas punções no osso da bacia. Leva menos de uma hora e ele retorna para casa em 24 horas. Para o doador não tem grandes implicações, mas para quem recebe é uma questão de vida'', salientou.
Atualmente, em Londrina, oito crianças aguardam internadas no Hospital do Câncer, a localização de um doador compatível. Uma delas está esperando há cerca de 18 meses. ''A chance delas é o transplante'', concluiu Cristina.


